Instabilidade marca pregões na América e na Europa
Instabilidade marca pregões na América e na Europa
Os principais indicadores do mercado financeiro tomaram rumos diferentes hoje (14). As bolsas do Brasil, Argentina e Estados Unidos encerraram suas atividades em alta, enquanto os pregões do México, Chile, Frankfurt, Milão e França tiveram queda.
A Bovespa teve superávit de 0,86%, com 58.867,55 pontos, maior patamar do ano até agora. A última vez em que o índice encerrou um pregão acima dessa pontuação foi em 31 de julho de 2008 (aos 59.505,17 pontos).
O fluxo comercial na Bovespa começou o dia em baixa, mas foi alterado por volta do meio-dia. Até então, os investidores estavam receosos por conta das discussões entre os Estados Unidos e a China, quando o índice Ibovespa chegou a registrar queda de 1,05%, no pior momento do pregão. Depois, as ações que alavancaram a realização de lucros foram a de empresas como a Vale e a Petrobras – os papéis subiram 0,56% e 0,18%, respectivamente. Foi mais uma alta em seis dos últimos sete pregões, ficando negativa apenas na sexta-feira (11). Com isso, o mercado brasileiro de ações acumula uma alta de 4,21% no mês e de 56,77% no ano.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones teve fechamento positivo, com alta de 0,22%, e o Nasdaq, indicador da bolsa eletrônica, fechou com superávit de 0,52%, num dia que foi motivado pelas expectativas do discurso de hoje do presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a aplicação de novas tarifas aos pneus importados da China.
Na Argentina, o índice Merval encerrou as atividades em alta de 1,05%. O volume financeiro do dia no mercado local foi de 70,9 milhões de pesos, o equivalente a 18 milhões de dólares. Liderando as maiores altas do Merval, fecharam as ações do Grupo Financiero Galicia, da Aluar e da Tenaris. Entre as maiores baixas, estão as dos papéis da Pampa Energia, da Telecom Argentina e da Petrobras Energia.
No México houve uma variação negativa de 0,22%, e a Bolsa de Santiago tomou o mesmo rumo, encerrando com 0,40%.
Mercado europeu
No Reino Unido e em Madri, as bolsas fecharam em alta de 0,15% e 0,35%, respectivamente.
Já na França houve queda de 0,11%, assim como em Frankfurt (0,07%) e em Milão (0,04%), resultados puxados principalmente pelos bancos e pelo setor de energia.
O segmento bancário foi o de pior desempenho. As ações de BNP Paribas, Deutsche Bank e Société Générale caíram cerca de 2%.
Os papéis de empresas de energia também recuaram após o petróleo voltar ao nível de 68 dólares o barril. BG Group, Royal Dutch Shell e Tullow Oil recuavam até 2,9%.
A disputa comercial entre Estados Unidos e China também influenciou negativamente os investidores, já que, até o final do pregão, o discurso de Obama não havia sido concluído.
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