Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Os protestos em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, se intensificaram nesta sexta-feira (18/01). Após entrarem em confronto com a polícia, pelo menos 20 manifestantes morreram durante os protestos, de acordo com a edição digital do jornal Quryna, cujo dono é Saif al Islam, um dos filhos do líder líbio, Muammar Kadafi.

Esta é a primeira vez que a imprensa próxima ao regime líbio admite a utilização de armas de fogo pelas Forças de segurança durante a contenção dos protestos. De acordo com o texto, 14 das 20 pessoas foram mortas por armas de fogo em Benghazi. Outras sete foram mortas em Derna, no leste do país junto à fronteira com o Egito.

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O novo balanço eleva para 41 o número de mortos desde o começo dos protestos no país, quando os manifestantes passaram, a exigir o afastamento de Kadhafi, no poder desde 1969. A movimentação é reflexo dos sucessivos protestos que há duas semanas atingem o mundo árabe e já implicou na queda dos presidentes da Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, e do Egito, Hosni Mubarak, dois países fronteiriços.

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De acordo com o mesmo jornal, delegacias e pelo menos sete veículos policiais foram incendiados, assim como a sede de uma emissora de rádio da cidade e um banco. As forças de segurança atiraram nos manifestantes e lançaram gás lacrimogênio para dissolver os protestos.

Fugas

O Quryna também afirmou que mais de mil presos escaparam da prisão de Al Kuifiya, próxima de Benghazi, depois de um motim ocorrido no centro penitenciário.

Do grupo que fugiu, 150 deles já foram recapturadoss, segundo o jornal, cuja redação central fica em Benghazi.

Os protestos contra o regime registrados na Líbia desde terça-feira (15/02) passada causaram pelo menos 24 mortos e dezenas de feridos, segundo assegurou nesta sexta-feira a organização Human Rights Watch (HRW).

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Imprensa líbia admite que forças de segurança mataram ao menos 14 pessoas em Benghazi

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