Imprensa equatoriana insiste em provas de espionagem da Colômbia contra Equador
Imprensa equatoriana insiste em provas de espionagem da Colômbia contra Equador
A imprensa equatoriana voltou a denunciar as tarefas de espionagem no Equador atribuídas ao Departamento Administrativo de Segurança (DAS, serviço secreto da Colômbia), que envolveriam o presidente equatoriano, Rafael Correa.
Na edição desta segunda-feira (5/7), o jornal El Universo, de Guayaquil, detalha a acusação feita contra o serviço de inteligência colombiano há uma semana.
“Em uma pasta chamada De los amigos [Dos amigos] há sete ou oito subpastas e um arquivo em Word de nome 'Reunión Salomón'”, diz o veículo, citando depoimento do agente Jesús Figueroa, feito em maio de 2009.
Salomón é o nome da operação que teria sido realizada pelo DAS e que, segundo publicou o mesmo jornal, envolveu a interceptação dos telefones de Correa e de seus colaboradores após o bombardeio militar da Colômbia em território equatoriano contra um acampamento das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em 1º de março de 2008.
Ressentimento
Além de deixar 26 mortos, entre as vítimas o então número dois das Farc, Raúl Reyes, a ação militar colombiana fez com que Correa rompesse os laços diplomáticos com o vizinho Uribe.
Em um primeiro momento, Quito afirmou que seria “extremamente grave” se a espionagem fosse comprovada. Mas, em seguida, aceitou a versão de Bogotá, que negou as acusações esperando realizar mais investigações.
Tanto Correa quanto seu colega Álvaro Uribe asseguraram que as denúncias podem ter sido fornecidas por “ressentidos” do DAS ou de setores interessados em que as relações entre os dois países não melhorem.
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