Sábado, 16 de maio de 2026
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A imprensa da Austrália declarou nesta terça-feira (14/12) apoio ao compatriota e fundador do Wikileaks, Julian Assange, que se apresenta hoje a um tribunal de Londres, e não poupou críticas à primeira-ministra do país, Julia Gillard, por condenar a ação da organização.

Diretores, editores e redatores-chefes de diários e emissoras de rádio e televisão do país escreveram uma carta aberta a Gillard na qual assinalam que se oporão a qualquer iniciativa para levar à Justiça os responsáveis pelo vazamento dos documentos confidenciais. Os profissionais da imprensa australiana asseguram na carta que o “Wikileaks” pertence ao seu setor e disseram que o assédio a Assange é “preocupante”.

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Segundo eles, não há provas de que a divulgação dos documentos diplomáticos tenha posto em perigo a segurança nacional ou algum indivíduo, nem que o fundador da organização tenha violado alguma lei na Austrália. “Resistiremos a qualquer tentativa para ilegalizar a publicação destes ou de documentos similares. Uma ação assim teria impacto não só sobre o 'Wikileaks', mas sobre qualquer meio no mundo que queira informar o público sobre as decisões que são tomadas em seu nome”, acrescentam na carta.

“O 'Wikileaks' cometeu erros, mas ofereceu aos cidadãos uma oportunidade para conhecer a postura de Washington sobre alguns dos assuntos de política externa mais complexos da nossa era. É responsabilidade da imprensa divulgar esta informação se cair em nossas mãos”, ressalta o texto.

“Perseguir de maneira agressiva o fechamento do Wikileaks, ameaçar processar aqueles que publicam este tipo de documentos e coagir as empresas que trabalham com eles é uma séria ameaça à democracia”, lembraram os profissionais da imprensa a Gillard.

Os documentos que vazaram atingiram a Austrália, já que revelaram relatórios de diplomatas norte-americanos que colocaram em dúvida a capacidade para governar do atual ministro de Relações Exteriores do país, Kevin Rudd.

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Imprensa da Austrália defende Assange e critica primeira-ministra

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