Imigração dos EUA deporta cidadã de 4 anos filha de guatemaltecos
Imigração dos EUA deporta cidadã de 4 anos filha de guatemaltecos
Uma cidadã norte-americana de quatro anos, cujos pais nasceram na Guatemala e vivem ilegalmente nos Estados Unidos, foi deportada após retornar de uma viagem de férias ao país centro-americano. O incidente provocou uma onda de críticas entre organizações ligadas aos latinos residentes nos EUA e abriu uma ampla discussão sobre as leis de imigração nos EUA.
Emily Samantha Ruiz estava acompanhada do avô quando foi apreendida pela polícia no aeroporto de Washington. Os dois deveriam ter seguido para Nova York, mas o voo foi desviado. Os oficiais descobriram que o avô da menina havia entrado ilegalmente no país nos anos 1990 e iniciaram o processo de deportação. No entanto, ao telefonar para os pais de Emily, que no momento já sabiam que a filha estava retida, souberam que eles também eram ilegais.
Foi então que, de acordo com o avô de Emily, lhe foram oferecidas duas alternativas: enviar a menina para um centro juvenil, onde ficaria sob custódia do Estado, ou para a Guatemala. O pai de Emily, Leonel Ruíz, de 32 anos, preferiu deixar a menina retornar com o avô.
Outra versão
O Departamento de Imigração dos EUA negou que tenha restringido as opções da família quanto ao destino de Emily, mas alertaram que, caso ela fosse ao encontro dos pais, eles poderiam ter sido presos. O advogado contratado pela família para levar Emily de volta aos EUA – ele embarca para a Guatemala em 28 de março – refutou as alegações do órgão norte-americano.
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“Ela foi tratada como uma cidadã de segunda classe. O Senhor Ruíz nega categoricamente as alegações do serviço de imigração, de que lhe foi dada a possibilidade de buscar Emily”, afirmou David Sperling, que cuida do caso. “O funcionário que telefonou para ele falou somente em inglês, mesmo existindo diversos oficiais que falam espanhol. O destino de uma criança estava sendo decidido, e eles não puderam providenciar alguém que falasse as duas línguas?”, questionou.
O pai de Emily afirmou em entrevista ao The New York Times que imigrou ilegalmente para os EUA em 1996 devido às condições de vida que tinha na Guatemala. “Éramos muito pobres”, afirmou.
Em Long Island, ele se casou com uma compatriota e teve dois filhos: Emily e Christopher, de três anos. Ruíz e a mulher disseram que a menina estava na Guatemala devido às baixas temperaturas nos EUA, que agravam sua asma.
“Isso é muito injusto, porque ela é cidadã norte-americana”, afirmou Ruíz. “E ela é também muito pequena.”
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