Imagem da parede do túnel será examinada para decidir início de resgate de mineiros no Chile
Imagem da parede do túnel será examinada para decidir início de resgate de mineiros no Chile
As equipes que cuidam do resgate dos mineiros presos há mais de 60 dias na Mina de San José, no Deserto de Atacama (Norte do Chile), vão analisar as imagens do túnel que foi concluído hoje (9/10) de manhã para decidir quanto à necessidade de revestir as paredes do duto por onde passará a cápsula de salvamento. O salvamento poderá começar, no mínimo, na próxima terça-feira (12/10), se não houver necessidade de revestir grande parte do duto que tem mais de 600 metros de comprimento.
Além do início do resgate, as equipes de salvamento estão preocupadas com saúde dos mineiros. Há relatos de que as pessoas presas podem desenvolver problemas de pele por causa da umidade debaixo da superfície da terra, e muitos sentem dor de dente ocasionada pela falta de absorção de cálcio, que exige exposição ao sol.
Além disso, há preocupação de que os mineiros saiam do resgate usando óculos para proteger os olhos da claridade. No início do operação de salvamento, um médico descerá até o local onde estão os mineiros.
Leia mais:
Perfuração de poço para resgate de mineiros termina e famílias celebram
Chile comemora bicentenário da independência em ano de tensão por conflitos e tragédias
Chile lembra mineiros soterrados e mapuches no início das comemorações do Bicentenário
Espera por resgate tira o sono de parentes e mineiros soterrados no Chile
Os mapuches não são cubanos
Opinião: A luta Mapuche por autonomia
Sobreviventes
Em entrevista ao telejornal Repórter Brasil da TV Brasil, Liliana Gomes mostrou a carta já emoldurada em que o marido, Mário Gomes, um dos 33 mineiros presos na jazida de cobre pedia “paciência e fé” à família. Desde que teve início a comunicação com os mineiros, ela e o marido já trocaram 44 cartas.
Afonso Avalo, pai do mineiro Florêncio Ávalo, disse que “a cada dia, a ansiedade é um pouco maior e está mais tenso”. Apesar do desânimo, ele afirmou que não se pode fraquejar neste momento.
O mesmo sentimento tinha Elisa Segovia Rojo que segurando a bandeira do Chile dizia que não esqueceria nunca o irmão Dario Rojo. “Tenho-o aqui no meu coração”, relatou. Elisa, Liliana, e Afonso fazem parte das 33 famílias que acompanham o resgate em um acampamento próximo à mina. Mais de mil pessoas estão acampadas no local.
Siga o Opera Mundi no Twitter
NULL
NULL
NULL























