Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o cardeal Angelo Bagnasco, disse nesta segunda-feira (24/01) que a sociedade italiana assiste “aflita” ao escândalo sexual em que está envolvido o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e que se percebe um evidente “mal-estar moral”.

Bagnasco fez estas manifestações em Ancona, diante do Conselho Permanente da CEI, onde tratou – como anunciou no último dia 21- do caso “Ruby”, a menor de idade marroquina que supostamente manteve relações sexuais com Berlusconi, gerando um escândalo político na Itália.

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Sem nomear diretamente Berlusconi, o religioso disse que, nos últimos dias, estão se multiplicando notícias sobre “comportamentos contrários ao decoro público e são exibidas provas – verdadeiras ou falsas – de estilos não-compatíveis com a sobriedade e a correção”.

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“A coletividade olha, consternada, os atos da vida pública e respira um evidente mal-estar moral. A vida de uma democracia se compõe de delicados e necessários equilíbrios”, afirmou o cardeal.

O cardeal reiterou que “quem aceita assumir um mandato político deve estar consciente da medida e da sobriedade, da disciplina e da honra que isso comporta”.

Bagnasco disse ainda que, na atual situação, ninguém sairá ganhando, “ninguém terá motivos para se alegrar, nem para se considerar vencedor”.

Alem disso, perguntou o que será do futuro da Itália diante desta “contaminação” e disse que chegou o momento de “parar” para esclarecer tudo de maneira cuidadosa e tranquila.

O cardeal advogou por uma nova ética na vida, na família, na solidariedade e no trabalho.

Bagnasco fez as declarações depois que a Promotoria de Milão abriu uma investigação contra a Berlusconi por um suposto delito de incitação à prostituição.

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Igreja qualifica escândalos de Berlusconi de "problema moral"

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