IDH brasileiro melhora, mas país segue entre os mais desiguais, diz ONU
IDH brasileiro melhora, mas país segue entre os mais desiguais, diz ONU
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil melhorou de 2006 para 2007, mas o país segue na 75ª posição do ranking anual do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).
De acordo com o documento divulgado nesta segunda-feira (5), apesar dos avanços recentes os brasileiros vivem em uma das 10 nações mais desiguais do mundo, com vantagem apenas em relação a Namíbia, Ilhas Comores, Botsuana, Haiti, Angola, Colômbia, Bolívia, África do Sul e Honduras.
Os números de educação e saúde também melhoraram no Brasil, aponta o relatório, que voltou a indicar a Noruega como o mais alto IDH do planeta. No país europeu, os 10% mais ricos concentram 23% da riqueza e os 10% mais pobres respondem por 4%. No Brasil os 10% mais ricos têm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.
O IDH é uma medida que varia de 0 a 1 e para mensurar o desenvolvimento humano dos 182 países levando-se em conta os dados de saúde, educação e PIB per capita. Antes em 0,808, o número do Brasil passou a ser de 0,813. Números acima de 0,800 são de alto desenvolvimento humano e acima de 0,900 ficam os de IDH considerado muito alto.
Nesse grupo de 38 países mais desenvolvidos segundo esse critério figuram Noruega (0,971), Austrália (0,970) e Islândia (0,969). Os piores do ranking são Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365).
Alison Kennedy, chefe da equipe de estatística do IDH, avalia que a crise econômica global não deve ter efeito muito grande sobre o próximo levantamento: “O PIB per capita de muitos países pode ter sido bastante afetado, mas os indicadores de saúde e educação não reagem tão rapidamente a crises, o que poderá fazer com que a oscilação não seja tão significativa”, declarou.
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