Domingo, 10 de maio de 2026
APOIE
Menu

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, qualificou hoje (9/10) de “muito grave” a situação na represa de acumulação de substâncias tóxicas que, na segunda-feira, deixou escapar cerca de um milhão de metros cúbicos de “lama vermelha” e cujo mal estado de conservação obrigou a evacuação de um povoado, diante do risco de novos acidentes.

“A situação é muito grave. Não queremos criar grandes esperanças”, resumiu Orbán em uma improvisada entrevista coletiva na localidade de Ajka, para onde foram evacuados os 800 habitantes do povoado de Kolontár, local mais afetado pela avalanche tóxica carregada de metais pesados.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O primeiro-ministro indicou que, “no pior dos casos”, se a represa de fato sofrer uma nova ruptura, poderia haver um vazamento de cerca de 500 mil litros de arsênio, silício e metais pesados. O vazamento já inundou cerca de 40 quilômetros quadrados do sudoeste da Hungria, deixou sete mortos e 150 feridos.

Leia mais:

Carniceiro ou fiador da paz: as visões inconciliáveis sobre Milosevic

Fim de vistos pode fazer Sérvia crescer como destino turístico de brasileiros no Leste Europeu

Conferência para promover reconciliação nos Bálcãs gera desacordos antes de começar

Candidato opositor é o novo presidente da Croácia

Mais lidas

Orbán considera a situação “dramática”. Ele ressaltou que a evacuação de Kolontár foi ordenada porque “vidas humanas poderiam correr perigo”. O líder lembrou a morte das sete vítimas da tragédia e destacou que não se pode “deixar que isso se repita”.

Além disso, ele declarou que o governo dispõe das ferramentas necessárias para que o vazamento não cause uma segunda onda tóxica no rio Danúbio. “Estamos preparados para tudo”.

Sobre a localidade de Devecser, que também se viu gravemente afetada na segunda-feira, o primeiro-ministro indicou que ainda não foi ordenada a evacuação, mas sim que tudo está preparado para evacuar os habitantes em caso de necessidade.


Culpados

Quanto aos responsáveis pela catástrofe, Orbán assinalou que já se abriu uma investigação e prometeu que “as consequências serão muito graves”.

“A companhia pagará, não há dúvida”, disse em referência à metalúrgica MAL, proprietária da represa onde aconteceu o vazamento.

O Greenpeace afirmou em comunicado que o vazamento tóxico na Hungria inutilizou 40 mil hectares para a agricultura por vários anos.

Siga o Opera Mundi no Twitter 

Hungria reconhece que acidente ambiental é "muito grave" e evacua  local do vazamento de lama tóxica

NULL

NULL

NULL