Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Assim que tomou conhecimento da decisão do Congresso de marcar para o próximo dia 2 de dezembro – três dias após as eleições – a votação a respeito de sua eventual restituição, o líder legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, classificou a ação como uma “barbaridade”.

“Fizemos muito bem em nos retirar desse jogo sujo de Micheletti”, disse Zelaya em um breve comentário à Agência EFE, em referência a sua decisão de dar por fracassado o acordo com o ditador Roberto Micheletti, devido à intenção deste último de liderar um governo de unidade e reconciliação.

Efrain Salgado/EFE (17/11/2009)



Criança vende doces enquanto oficiais vigiam manifestação em Tegucigalpa

Essa data ainda levanta dúvida sobre a legitimidade da eleição, já que vários países, incluindo o Brasil, afirmaram que não reconhecerão o vencedor a menos que Zelaya esteja no poder. Os Estados Unidos dizem apoiar o retorno do presidente, no entanto, não descartam a possibilidade de normalizar suas relações com Honduras uma vez instaurado o novo presidente, ainda que Zelaya jamais tenha voltado para o cargo.

No sábado (14), Zelaya enviou uma dura carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, na qual afirmava que não aceitaria mais acordo com o governo ditatorial, mesmo que o documento previsse seu retorno ao cargo, porque isso seria “encobrir o golpe de Estado”.

Conversa

Zelaya conversou mais tarde com o subsecretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental dos EUA, Craig Kelly, sobre a contradição na qual entrou Washington com relação a sua restituição no poder.

“Eu coloquei a necessidade de esclarecer essas relações porque não se pode seguir tendo uma contradição tão enorme como a que estamos neste momento mantendo com os Estados Unidos”, acrescentou.

“Me reconhecem a mim como presidente, dizem que sou o líder democrático de Honduras, que estão lutando pela restituição da democracia e a restituição minha, no entanto estão comparecendo à atividades que está desenvolvendo o governo que não reconhecem, o governo ilegítimo do senhor (Roberto) Micheletti”, disse.

Honduras: Zelaya repudia decisão do Congresso de avaliar restituição somente após eleição

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