Quarta-feira, 6 de maio de 2026
APOIE
Menu

As autoridades brasileiras identificaram que as redes que atuam no exterior para o aliciamento de brasileiros para a prostituição atuam da mesma forma que as de exploração de mão de obra e de tráfico de pessoas. Mulheres e homens recebem propostas de emprego em casas noturnas, salários em euro e uma série de vantagens. Para as autoridades brasileiras, todas essas pessoas são vítimas porque foram enganadas.

O último exemplo da atuação desses grupos criminosos foi a rede desarticulada anteontem (30) na Espanha, depois de seis meses de investigações de policiais brasileiros e estrangeiros. A Polícia Nacional da Espanha prendeu 14 pessoas que atuavam em cinco grandes cidades do país. O aliciamento de jovens brasileiros era feito por meio de promessas de emprego e salário. Mas, ao desembarcar na Espanha, os brasileiros eram obrigados a se prostituir para pagar dívidas, que chegavam a mais de 4 mil euros.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Itamaraty prepara guia para orientar brasileiros vítimas de redes de prostituição

Redes de prostituição que ligam Brasil e Espanha envolvem outros crimes

Prostituição infantil se dissemina ao longo da nova rodovia no Peru

Rede de prostituição masculina de brasileiros é desmontada na Espanha



O comando da rede, que coordenava as ações em Palma de Mallorca, determinava que os brasileiros tinham de fazer programas em diferentes casas de encontro e ficar à disposição 24 horas por dia.  As vítimas eram obrigadas também a pagar ao esquema metade do que recebiam dos programas,  mais 200 euros pelo alojamento e as refeições. Havia ainda ameaças constantes de pressão e até de morte.

A chefe da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, Luiza Lopes Ribeiro da Silva, disse à Agência Brasil que, em geral, as vítimas das redes de prostituição são mulheres. Os homens, no entanto, são alvo de outros grupos criminosos, como os que exploram mão de obra. Apesar das diferenças, a diplomata afirmou que a forma de atrair as vítimas é a mesma. 

Mais lidas

“Nas muitas conversas que tivemos, todos contam que a oferta de salário negociada foi diferente do que acabaram recebendo. Também relatam que desconheciam as condições de trabalho e não imaginavam as dificuldades que viveram”, afirmou Luiza Silva. “A nossa preocupação é salvar essas pessoas de uma situação de exploração e humilhação.”

Siga o Opera Mundi no Twitter

Homens e mulheres são atraídos por redes de tráfico de pessoas com promessas de emprego

NULL

NULL

NULL