Holandês preso no Peru acusa governo de violar seus direitos
Holandês preso no Peru acusa governo de violar seus direitos
O holandês Joran Van der Sloot, assassino confesso da peruana Stephany Flores, acusou o chefe do Departamento de Homicídios da Polícia Criminal de Lima, Miguel Angel Canlla, e seu efetivo, de violação de direitos constitucionais.
Van der Sloot, de 23 anos, disse que foi preso sem a existência de uma ordem judicial e que foi privado do direito de defesa devido à imposição de um tradutor não oficial, o qual, segundo ele, ocasionou uma confusão com suas declarações.
“Tudo isso com a intenção de me pressionar para me incriminarem por homicídio”, afirmou o holandês em um documento obtido e divulgado pela emissora de televisão Panamericana. De acordo com ele, os oficiais também revistaram seu computador portátil e levantaram dados secretos sem ordem judicial.
No início do mês, as autoridades peruanas anunciaram que o holandês confessou ser o autor do crime cometido contra Stephany Flores no dia 30 de maio em Miraflores, no Peru. Van der Sloot assumiu que golpeou e quebrou o pescoço da jovem depois de ela ter descoberto informações sobre sua vida em seu laptop.
A acusação de assassinato contra o estrangeiro teve como base imagens internas do hotel em que ele esteve no dia 30 de maio. Nas gravações, ele aparece ao lado de Flores, que foi encontrada morta dias depois. Van der Sloot ocupou o quarto até o dia 31 e, após o crime, fugiu para o Chile, onde foi detido na última quinta-feira (17/06) e extraditado para o Peru 24 horas depois.
De acordo com a polícia, o assassinato se assemelha a outro crime pelo qual Van der Sloot também é acusado. Ele foi investigado pelo desaparecimento da norte-americana Natalee Holloway no dia 30 de maio de 2005, em Aruba.
Holloway desapareceu na mesma data em que Flores foi morta. As duas eram estudantes e conheceram o holandês em cassinos.
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