Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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No dia 8 de outubro de 1871 teve início, em circunstâncias misteriosas, o que ficou conhecido como o “Grande Incêndio de Chicago”. O incidente durou dois dias, matou entre 200 e 300 pessoas, destruiu 17.450 casas, deixou 100 mil pessoas desabrigadas e cerca de 200 milhões de dólares de prejuízos materiais – dólares de 1871 que hoje seriam cerca de 3,5 bilhões.

Diz a lenda que a culpa da catástrofe foi de uma vaca. O incêndio teria começado no estábulo pertencente a uma fazendeira de origem irlandesa, Catherine O'Leary, na rua De Koven, região oeste de Chicago. Na noite de 8 de outubro, a fazendeira teria ordenhado a vaca. Alguns amigos estavam festejando na sua casa e depois de muitas doses de uísque quiseram beber um pouco de leite fresco. Depois da ordenha, quando Catherine O'Leary levava o leite para casa, a vaca teria derrubado um lampião a querosene no estábulo e desencadeado o incêndio, que só seria apagado pela chuva cerca de 34 horas depois.

John R Chapin



Representação artística do Grande Incêndio de 1871

Outras teorias afirmam que foi a mão humana e até mesmo um cometa que teriam sido responsáveis pelo acontecimento que destruiu quase oito quilômetros de comprimento por um quilômetro de largura da Windy City, inclusive seu distrito comercial.

O clima seco e a quantidade de casas de madeira deixavam as estreitas ruas e vielas de Chicago vulneráveis ao fogo. A média de incêndios de Chicago era de dois por dia em 1870 e tinham ocorrido cerca de 20 focos em toda a cidade na semana que antecedeu ao Grande Incêndio de 1871. Quatro semanas antes da catástrofe, o jornal Chicago Tribune já advertira para o perigo: “Após três semanas de seca absoluta, basta uma faísca para que a cidade seja queimada de um canto ao outro”.

Durante dois dias, um mar de chamas assolou a cidade que, já naquela época, era a quarta maior dos Estados Unidos. O corpo de bombeiros havia capitulado: Chicago estava em chamas desde as 21 horas do dia 8 de outubro e, a partir das 22h30, admitiu-se que o fogo estava fora de controle.

As chamas no estábulo da rua De Koven passaram imediatamente para o prédio seguinte, as faíscas incendiaram telhados e, uma hora depois, afetaram praticamente toda a região oeste da cidade.

Quando veio a notícia do fogo na rua De Koven só um pequeno contingente pôde ser enviado para lá. Foi insuficiente o número de bombeiros em ação, conforme ficou constatado à meia-noite, quando o fogo atravessou o Rio Chicago e começou a avançar em direção ao centro da cidade.

As chamas consumiam um prédio após outro. O depósito de gás de South Side explodiu, a sede do Chicago Tribune – considerada como não-inflamável – foi devorada pelo fogo, da mesma forma como o luxuoso centro comercial de Marshall Field. O que restou foram cinzas e ruínas.

Os bombeiros só puderam proteger outras partes da cidade contra as chamas e ficar esperando por uma chuva que finalmente apagasse o incêndio.

No dia 10 de outubro de 1871, nuvens espessas despejaram chuva intensa sobre Chicago. As gotas d'água chiavam e evaporavam sobre as ruínas incandescentes da metrópole norte-americana. A despeito da devastação, grande parte da infraestrutura física de Chicago, inclusive o sistema de água potável, de esgoto e de transporte, permaneceu intacta.

Hoje na história: Incêndio de origem misteriosa causa destruição em Chicago

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