Terça-feira, 19 de maio de 2026
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Francis Gary Powers, piloto norte-americano ferido enquanto sobrevoava o
território da União Soviética em um aparelho-espião da CIA, em 1960, é
libertado pelos soviéticos em 10 de fevereiro de 1962 em troca da
libertação pelos Estados Unidos de um espião russo. A permuta concluiu
um dos mais dramáticos episódios da Guerra Fria.

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O piloto norte-americano Francis Gary Powers e um modelo do U-2

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Powers pilotou um dos aviões U-2 de espionagem desenvolvido pelos EUA no
final dos anos 1950. Supostamente invulnerável a qualquer defesa
antiaérea soviética, os aparelhos cumpriram numerosas missões sobre a
URSS, fotografando instalações militares. Em 1º de maio de 1960, o U-2
pilotado por Powers foi derrubado por um míssil soviético. Embora Powers
estivesse comprometido com o sistema de autodestruição do avião e
suicídio por veneno, ele foi capturado.

Os EUA inicialmente negaram envolvimento com o vôo, mas tiveram de
admitir que Powers trabalhava para o governo de Washington quando os
soviéticos apresentaram provas. Em retaliação, o líder soviético Nikita
Kruchev suspendeu uma reunião de cúpula marcada com o presidente Dwight
D. Eisenhower. 

Mais lidas

Leia mais:

1945 – Conferência de Yalta pressagia a Guerra Fria

1939: Polônia é dividida entre União Soviética e Alemanha

1943 – Tropas nazistas sufocam o levante do gueto de Varsóvia

Troca de prisioneiros

Powers foi levado a julgamento, condenado por espionagem e sentenciado a
10 anos de prisão. Em fevereiro de 1962, a URSS anunciou que ele seria
libertado a pedido da família do prisioneiro. No entanto, o governo
norte-americano anunciou que se tratava de uma troca e que o coronel
Rudolf Abel, um russo condenado por espionagem, seria solto.

Em 10 de fevereiro, Abel e Powers são levados à ponte Gilenicker, que
ligava Berlim Oriental a Berlim Ocidental para a permuta. Em  comunicado
público, a URSS declarou que a libertação de Powers havia sido
parcialmente motivada pelo “desejo de melhorar as relações” com os EUA.

Os norte-americanos mostraram-se cautelosos na avaliação da abertura
soviética, mas notaram que a ação poderia certamente ajudar a reduzir as
tensões da Guerra Fria. A troca era parte das negociações diplomáticas
entre Kruchev e o presidente John Kennedy. Ambos pareciam desejar a
melhoria das relações. Contudo, alguns meses depois, a Crise dos Mísseis
em Cuba apagou a memória dessas aberturas diplomáticas e trouxe as duas
superpotências à beira de uma hecatombe nuclear.

Outros fatos marcantes da data:

10/02/1763: Inglaterra e França assinam tratado que encerra Guerra dos Sete Anos

10/02/1873: Morre o poeta Aleksandr Puchkin, criador da literatura russa moderna

10/02/1953: Julius e Ethel Rosenberg, condenados à morte, pedem clemência ao presidente dos EUA

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Hoje na História: 1962 - Em troca de prisioneiros, piloto dos EUA é libertado pela URSS

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