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Atualizada em 13.dez.2014, às 6h

Mais de dois anos após ter sido furtada do Museu do Louvre, em Paris, a Mona Lisa, obra prima de Leonardo da Vinci, foi recuperada em 12 de dezembro de 1913 dentro do quarto de hotel em Florença onde residia Vincenzo Peruggia. O garçom, que havia trabalhado no Louvre, chefiou, com a ajuda de cúmplices vestidos como zeladores do museu, o roubo da obra de arte na manhã de 21 de agosto de 1911, desmontando a moldura e levando a tela enrolada.

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Leonardo da Vinci, um dos grandes pintores da Renascença Italiana, concluiu a Mona Lisa, retrato da mulher de um rico mercador florentino, Francesco del Gioconda, em 1504. A tela, também conhecida como La Gioconda, representa a figura de uma mulher com uma expressão facial enigmática, ao mesmo tempo fria e encantadora, sentada à frente de uma paisagem idealizada.

Reprodução

A Mona Lisa, uma das obras mais importantes do mundo, foi roubada da França e levada para a Itália

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Após a recuperação da Mona Lisa, Peruggia foi condenado na Itália por roubo e passou apenas pouco mais de sete meses na cadeia. O quadro finalmente retornou ao Louvre, onde permanece até os nossos dias, exibido atrás de um vidro à prova de bala. Esta tela é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte foram tão controversos, questionados, valiosos, elogiados, comemorados ou reproduzidos, e é visto por milhões de visitantes todos os anos.

Garçom, que havia trabalhado no Louvre, chefiou o sumiço da obra de Leonardo da Vinci, com a ajuda de cúmplices vestidos de zeladores do museu

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A pintura foi levada da Itália para França pelo próprio Leonardo, em 1506, quando foi convidado pelo rei Francisco I de França para trabalhar na sua corte. Francisco teria então comprado a pintura, que passou a ser exposta reservadamente em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio de Versailles.

Só após a Revolução Francesa, o quadro foi exposto publicamente no Museu do Louvre. O imperador Napoleão Bonaparte ficou apaixonado pelo quadro desde a primeira vez que o viu e mandou colocá-lo nos seus aposentos. Porém, durante as guerras com a Prússia, a Mona Lisa, bem como outras peças da colecção do museu francês, foi escondida em um lugar seguro.

Quando Mona Lisa foi roubada, muitas pessoas, incluindo o poeta francês Guillaume Apollinaire e o pintor espanhol Pablo Picasso, foram presos e interrogados sob suspeita do furto da obra-prima. Acreditou-se, que a pintura estava perdida, que nunca mais iria ser recuperada. Mais tarde, a obra apareceu na Itália, nas mãos de um antigo empregado do museu, Vincenzo Peruggia, o verdadeiro ladrão.

Com o roubo, Peruggia pretendia que a obra retornasse para o seu país, pois considerava a Mona Lisa um dos numerosos tesouros que Napoleão Bonaparte havia levado para a França. O quadro foi recuperada em 12 de Dezembro de 1913, em Florença. Peruggia foi condenado a um ano e quinze dias pelo seu crime, e acabou sendo considerado pela maioria dos italianos um herói da arte nacional.

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