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Em 7 de agosto de 1815, pouco tempo depois do encerramento do Congresso de Viena, um pacto federal é assinado entre 22 cantões suíços. Genebra, Neuchâtel e Valais, que haviam sido anexados pela França imperial, se juntaram à Confederação Suíça dos 19 antigos cantões. Os vínculos são reforçados por um exército comum e cada cantão retoma uma plena soberania. A Suíça doravante seria reconhecida pela Europa como sendo um território perpetuamente neutro.

 

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A Confederação Suíça tem uma longa história de neutralidade, não entrando em estado de guerra internacionalmente desde 1815. O país é sede de muitas organizações internacionais como a Cruz Vermelha, a Organização Mundial do Comércio, a Organização Internacional do Trabalho, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e da segundo maior sede das Nações Unidas. No plano europeu, foi um dos fundadores da Associação Europeia de Comércio Livre e é parte integrante do Tratado de Schengen. Em termos desportivos, o Comitê Olímpico Internacional, a Fifa  a UEFA possuem sede em território suíço.



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Vista geral de Genebra a partir do monte Salève

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A Suíça é constituída por quatro principais regiões linguísticas e culturais: alemã, francesa, italiana e romanche. Por conseguinte, os suíços não formam uma nação no sentido de uma identidade comum étnica ou linguística. O forte sentimento de pertencer ao país é fundado sobre o histórico comum, valores compartilhados (federalismo, democracia direta e neutralidade) e pelo simbolismo alpino.

Por outro lado, a Suiça, há muito, se caracteriza por ser um grande centro financeiro, com seus poderosos bancos ainda funcionando com contas secretas. A criação da Confederação Suíça é tradicionalmente datada em 1º de agosto de 1291.

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A Confederação Suíça foi fundada em 1291, mas até a anexação francesa cada cantão dispunha de governo e de leis próprias, não possuindo a Dieta confederal, onde os cantões estavam representados, com poderes efetivos. A ocupação francesa começou por impor aos suíços uma Constituição centralizada (1798) a que se seguiu outra federal (1803).

Após a retirada dos franceses (1814), os cantões readquiriram grande parte da sua soberania através do Pacto Federal de 7 de agosto de 1815. A Dieta viu reforçados, no entanto, os seus poderes em matéria de defesa e de política externa.

A crescente tensão entre os cantões de orientação conservadora-católica e os cantões dominados por orientações liberais e radicais, em torno do modelo de sociedade e da estrutura do país, foi resolvida após a derrota dos primeiros, na guerra civil da Sonderbund, em 1847. A constituição que daí emergiu estabeleceu, pela primeira vez, um poder executivo e um poder legislativo à escala nacional. Ao criar uma câmara de deputados ao lado do conselho dos cantões, este diploma transformou definitivamente a união de estados num Estado federal.

 

Os 26 cantões atuais são os seguintes: Zurique, Genebra, Berna, Lucerna, Uri, Obwalden, Nidwalden, Glarus, Zug, Friburgo, Soleura, Basiléia, Schaffhausen, Appenzell, São Galo, Grisões, Argóvia, Turgóvia, Tessino, Vaud, Valais, Neuchâtel e Jura.

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Hoje na História: 1815- Suíça incorpora Genebra e inicia política de neutralidade

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