Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Nas primeiras horas da manhã de 2 de setembro de 1666, teve início um grande incêndio em Londres, iniciado na padaria do rei Charles II em Pudding Lane, perto da ponte de Londres. O fogo rapidamente se espalhou pela Thames Street, onde lojas cheias de combustível e um forte vento vindo do leste transformaram o local num inferno. Quando o incêndio finalmente foi extinto, em 6 de setembro, mais de quarto quintos de Londres estavam destruídos. Milagrosamente, somente seis pessoas morreram.

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Mais de 100 mil pessoas ficaram desabrigadas após incêndio em Londres



O Grande Incêndio de Londres – como ficou conhecido – foi um desastre anunciado. Londres em 1666 era uma cidade de casas medievais, em sua maioria feitas de madeira de carvalho. Parte das casas mais pobres tinha as paredes recobertas com alcatrão, que evitava a umidade da chuva, porém, tornava suas estruturas mais vulneráveis ao fogo. As ruas eram estreitas, as casas coladas umas às outras e os métodos de combate aos incêndios consistiam em brigadas de vizinhos armados de baldes e primitivas mangueiras manuais. Os cidadãos eram instruídos para checar suas casas, mas pouca gente ligava para o fato.

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Foi então que na noite de 1º de setembro o padeiro do rei, Thomas Farrinor, deixou de apagar adequadamente o forno. Perto da meia-noite centelhas das brasas que queimavam lentamente atingiram as madeiras que jaziam ao lado do forno. Logo sua casa foi tomada pelas chamas. Farrinor conseguiu escapar com a família, mas um auxiliar de padeiro morreu atingido pelas chamas, a primeira vítima.

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A vizinhança com seus baldes d’água abandonaram seus vãos esforços de combate ao fogo e rumaram celeremente para suas casas a fim de evacuar suas famílias e salvar seus bens.

Assim que o desastre cresceu, as autoridades municipais lutaram para derrubar as casas e estabelecer um bloqueio ao fogo, mas as chamas insistentemente chegavam a eles antes de completar a tarefa. A claridade das labaredas do Grande Incêndio podia ser avistada a 50 quilômetros. Em 5 de setembro, o fogo cedeu e no dia seguinte pôde ser controlado. Naquela noite, as chamas arderam novamente, mas a explosão de prédios com explosivos acabaram por extingui-las.

O Grande Incêndio de Londres destruiu 13 mil casas, perto de 90 igrejas e incontáveis edifícios públicos. A velha catedral de São Paulo foi destruída, assim como muitos outros marcos históricos. Mais de 100 mil pessoas ficaram sem casas. Poucos dias depois, o rei Charles II tratou de reconstruir a capital. O grande arquiteto Sir Christopher Wren desenhou uma nova catedral de São Paulo e dezenas de pequenas igrejas a rodeá-la como se fossem satélites. Para prevenir futuros incêndios, muitas casas foram erguidas com tijolos ou pedras e separadas por paredes mais grossas. Ruelas estreitas foram proibidas e as ruas se tornaram mais largas. Departamento permanente de bombeiros só se tornou realidade em meados do século 18.

Nos anos 1670, foi erigido, perto da origem da calamidade, uma coluna em comemoração do Grande Incêndio. Conhecido como “O Memorial” foi provavelmente projetado pelo arquiteto Robert Hooke, embora alguns creditem-no a Christopher Wren.

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Hoje na História: 1666 - Grande Incêndio de Londres deixa mais de 100 mil desabrigados

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