Hizbolá se retira de coalizão e derruba governo no Líbano
Hizbolá se retira de coalizão e derruba governo no Líbano
O movimento libanês Hizbolá, que fazia parte do governo de coalizão do Líbano até agora, deixou a base aliada, levando 11 ministros do gabinete do primeiro-ministro Saad Hariri e provocando a queda do governo nesta quarta-feira (12/1).
A decisão de pedir demissão está ligada às tensões geradas pelas investigações internacionais sobre o assassinato do primeiro ministro Rafik Hariri em 2005. O Tribunal Especial para o Líbano, composto pela ONU, está à frente das investigações e as expectativas são de que o Hizbolá seja indiciado por envolvimento na morte de Rafik, pai do atual primeiro-ministro. O grupo xiita Hizbolá contesta o processo, argumentando ser parte de um plano feito entre os Estados Unidos e Israel.
O bloco oposicionista é formado por xiitas e cristãos, enquanto o governista, do premier Saad Hariri, é composto por sunitas e cristãos radicais. O Hizbolá precisava que mais de um terço do gabinete, formado por 30 ministros, deixasse o governo para derrubá-lo. Por isso, é provável que o Líbano enfrente uma crise política.
“Esse gabinete se tornou um fardo para os libaneses, incapaz de fazer seu trabalho”, disse o ministro da Energia, Jibran Bassil, um dos que renunciaram. “Estamos dando uma chance para que outro governo assuma o poder”, explicou, segundo a emissora norte-americana CNN.
Mediação
A Síria e a Arábia Saudita tentaram mediar um diálogo entre governo e oposição, sem sucesso. Bassil disse também que os ministros decidiram renunciar depois que Hariri “cedeu a pressões estrangeiras e norte-americanas” e virou as costas para os esforços sírios e sauditas.
Nos últimos dias, Hariri se reuniu em Nova York com o rei Abdullah, da Arábia Saudita, com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Hoje, ele teve uma reunião em Washington com o presidente norte-americano, Barack Obama. Seu próximo encontro será com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.
Em 2008, o Líbano, que é dividido igualmente entre sunitas, xiitas e cristãos, enfrentou sua última crise política. Um impasse fez com que os libaneses passarem meses sem presidente. Na época, conflitos deixaram mais de 80 mortos.
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