Sábado, 16 de maio de 2026
APOIE
Menu

O grupo xiita Hezbollah e seus aliados perderam espaço nas eleições legislativas do Líbano, realizadas no último domingo (15/05) e que devem manter o país em um cenário de incerteza e fragmentação política.

De acordo com resultados divulgados pelo Ministério do Interior nesta terça-feira (17/05), nenhum bloco terá maioria no Parlamento de 128 assentos do Líbano, país que está em seu terceiro primeiro-ministro, Najib Mikati, em menos de três anos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Tanto o Hezbollah e seus aliados, como o também xiita Movimento Amal e o cristão maronita Movimento Patriótico Livre, do presidente Michel Aoun, tinham maioria no Parlamento, mas não conseguiram alcançar o mínimo de 65 assentos necessário para se manter no poder.

O Hezbollah e o Movimento Amal ainda seguraram as 27 cadeiras reservadas aos muçulmanos xiitas, porém o bloco cristão liderado por Aoun perdeu espaço para as Forças Libanesas, partido de oposição encabeçado por Samir Geagea.

Mais lidas

Nenhum bloco terá maioria no Parlamento libanês, que está em seu terceiro primeiro-ministro em menos de três anos

Wikimedia Commons

Parlamento de 128 assentos do Líbano segue sem maioria após eleições

Além disso, pelo menos 13 candidatos independentes que apoiaram os protestos contra a classe política em 2019 foram eleitos, sendo que 12 estrearão no Parlamento e podem ser decisivos para a formação de um governo.

O Líbano enfrenta a pior crise econômica de sua história e foi às urnas pela primeira vez desde a explosão no Porto de Beirute, que matou mais de 200 pessoas em agosto de 2020.

Com o poder dividido de forma sectária entre os diferentes grupos religiosos, por convenção, o presidente é sempre um cristão maronita, enquanto o premiê e o chefe do Parlamento precisam ser muçulmanos sunita e xiita, respectivamente.

(*) Com Ansa.