Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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O governante máximo do Hamas, Khaled Meshaal, exilado em Damasco, advertiu nesta terça-feira (24/8) que as negociações diretas entre Israel e a ANP (Autoridade Nacional Palestina), que qualificou de “ilegítimas”, têm como objetivo liquidar a causa dos palestinos.

“As conversas diretas são produto da coerção, de um pedido norte-americano. As negociações nunca terão solução. Mesmo que tenham sucesso, elas liquidarão a causa palestina”, disse Meshaal aos jornalistas.

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Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, anunciou que israelenses e palestinos iniciariam em 2 de setembro, em Washington, negociações diretas de paz com mediação da Casa Branca.


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A ANP aceitou entrar no processo direto de diálogo após semanas de intensas pressões e três meses de conversas indiretas que não parecem ter obtido resultado algum.

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Além disso, Meshaal pediu ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, e ao rei Abdullah II da Jordânia, que confirmaram sua presença na reunião do próximo dia 2, para que não participem dessa conferência de paz, já que a única coisa que conseguirão será “uma catástrofe” para todos.

O secretário-geral do escritório político do grupo islâmico fez, além disso, um pedido para consolidar a unidade palestina e impor a resistência.

Meshaal acrescentou que os negociadores da ANP não estão autorizados a representar todos palestinos nessas conversas diretas.

O processo de paz permanece estagnado desde dezembro de 2008, após uma operação militar israelense contra a Faixa de Gaza, na qual morreram 1,4 mil palestinos, em sua maioria civis.

O início de conversas diretas foi anunciado após sete rodadas de diálogo indireto iniciado em 9 de maio passado, com a mediação do enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell.

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Hamas adverte que diálogo direto com Israel busca liquidar causa palestina

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