Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Os protestos no Haiti contra as forças de paz das Nações Unidas se espalharam ontem (18/11) por vários bairros da capital Porto Príncipe. Os manifestantes gritavam slogans como “Cólera, foi a Minustah [forças de paz das Nações Unidas] que nos deu” ou “Minustah, volte para casa”. Revoltados, os manifestantes responsabilizam os militares das tropas do Nepal pela epidemia de cólera que atinge a população do Haiti.

Segundo informação da BBC Brasil, a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que montaram barricadas e atiraram pedras em veículos das Nações Unidas. Segundo o Centro para Controle de Doenças Infecciosas (CDC), baseado em Atlanta, nos Estados Unidos, cerca de 1,3 milhão de haitianos ainda vivem em campos de desabrigados após o terremoto de janeiro, dificultando o acesso a água potável, condições sanitárias e atendimento à saúde.

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De acordo com os dados oficiais, o cólera foi identificado nas dez regiões do Haiti. Cerca de 1,1 mil pessoas morreram em consequência da doença no último mês e cerca de 17 mil casos da doença já foram registrados no país. A maioria das 38 mortes registradas na capital ocorreram na favela Cité Soleil.

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No último dia 15, os confrontos entre haitianos e as tropas da Organização das Nações Unidas (ONU) no Norte do país deixaram duas pessoas mortas e pelo menos 20 feridas. As manifestações ocorrem a menos de duas semanas da eleição presidencial, marcada para o dia 28 de novembro.

Ontem, tiroteios esporádicos podiam ser ouvidos, após os manifestantes tomarem as ruas de Porto Príncipe. Centenas de jovens ergueram barricadas colocando fogo em pneus e atacaram veículos da Minustah, a missão de paz da ONU no país.

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Haitianos protestam e exigem retirada das forças de paz das Nações Unidas do país

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