Sábado, 16 de maio de 2026
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Assim que a comissão eleitoral do Haiti anunciou a realização de um segundo turno para decidir quem será o próximo presidente do país, violentos protestos tomaram as ruas da capital Porto Príncipe e de diversas cidades do interior na noite desta terça-feira (07/12). O candidato governista Jude Célestin e a ex-primeira-dama Mirlande Manigat disputarão a presidência.

Efe



Manifestantes acendem fogueiras em protesto contra resultado da eleição, em Porto Príncipe

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O Conselho Eleitoral declarou que Manigat obteve 31% dos votos, enquanto Célestin, 22% e o cantor Michel Martelly, 21% dos votos, apenas 6 mil votos de diferença em relação ao segundo colocado. O placar apertado e a suspeita de fraudes eleitorais foram o estopim dos episódios de violência. Segundo informações da rádio Kiskeya, apoiadores de Martelly lideram os protestos.

Em Pétion-Ville, na periferia da capital, centenas de jovens encapuzados ergueram barricadas e incediaram lojas. Para conter os protestos, a polícia teve que intervir com bombas de gás lacrimogêneo. As rádios locais disseram ainda que houve troca de tiros entre as autoridades policias e os manifestantes em outros pontos do país.

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Um grupo de observadores financiado pela União Europeia havia anunciado estimativas que mostravam a candidata Manigat com 30% dos votos e, em segundo lugar, Martelly com 25%. O candidato governista Célestin aparecia com apenas 20%.

Os Estados Unidos também disseram estar preocupados com os resultados considerados “incoerentes”, mas pediram que a população mantenha a calma. O comunicado da embaixada norte-americana em Porto Príncipe também oferece ajuda dos EUA para apurar as acusações de fraude.

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Haitianos protestam após anúncio de segundo turno nas eleições‎

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