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Devastado pelo terremoto de janeiro, o Haiti deve ter o controle das ações e dos recursos destinados ao país, afirmou nesta quarta-feira (22/9) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no intervalo das sessões da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Amorim defendeu a autonomia completa do Haiti para evitar que o país permaneça dependente de ajuda externa.

Na próxima terça-feira (28/9), Amorim segue para Porto Príncipe, capital haitiana, onde pretende conversar com as autoridades e verificar como estão sendo aplicados os recursos repassados para o país, assim como quais são as necessidades existentes. “É preciso ajudar o Haiti a se tornar mais autônomo e menos dependente da ajuda externa”, disse ele.

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O chanceler lembrou que o governo brasileiro repassou US$ 55 milhões para o Haiti, dos quais  40 milhões de dóalres serão aplicados em projetos de reconstrução do país e 15 milhões de dólares, nos setores administrativo e público.

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Na relação de prioridades descrita pelas autoridades haitianas, foram incluídas a capacitação profissional, a construção de barragens e de uma hidrelétrica, além de fábricas têxteis. Também há projetos nos setores agrícola e de saúde, além de segurança pública.

Porém, para Amorim, o fundamental é garantir ao governo do Haiti condições de ele comandar o processo de reconstrução do país. “Temos de trabalhar de forma que o Haiti se torne dono dos projetos [planejados para a reconstrução do país]”, afirmou.

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de 7 graus na escala Richter atingiu o Haiti. O país, o mais pobre da América Latina, foi destruído: prédios públicos e particulares, escolas, hospitais e igrejas vieram abaixo. O edifício onde funcionava a sede das Nações Unidas também ruiu. As autoridades estimam que cerca de 220 mil pessoas morreram.

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Haiti tem de ser mais autônomo e menos dependente de ajuda externa, diz Amorim

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