Terça-feira, 9 de junho de 2026
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Um ex-militar colombiano e suposto membro do grupo envolvido no assassinato do então presidente do Haiti, Jovenel Moïse, morto em julho de 2021, foi preso no Panamá nesta segunda-feira (03/01) após ser liberado por um tribunal na Jamaica. 

Mario Antonio Palacios estava sendo procurado pelo Haiti e pelos Estados Unidos por supostamente fazer parte do grupo de mercenários envolvidos no crime contra Moïse. O ex-militar havia fugido para a Jamaica, tendo entrado no país de forma ilegal, e sido detido lá. Palacios estava preso no país enquanto os tribunais avaliavam um pedido de extradição ao Haiti. 

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“Este pedido, por uma questão de lei, não poderia prosseguir, não poderia ser processado e estava fadado ao fracasso”, decidiu o Ministério Público da Jamaica (DPP), na sexta-feira (31/12).

No entanto, a Jamaica ordenou sua deportação para a Colômbia, seu país de origem. Foi durante o trânsito via Panamá que Palacios foi interceptado no aeroporto e colocado em um voo para os Estados Unidos, de acordo com informações da agência de notícias Reuters

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Mario Palacios é acusado de compor grupo de mercenários; suspeito estava sendo deportado para a Colômbia quando teria sido interceptado e enviado aos EUA

Wikicommons

Jovenel Moïse foi morto dentro de sua residência particular em 7 de julho de 2021

Assim como o Haiti, o país norte-americano havia emitido um aviso vermelho da Interpol solicitando sua prisão.

De acordo com um relatório preparado pela polícia haitiana, divulgado pela imprensa, o ex-militar colombiano é acusado de ser um dos instigadores do assassinato de Moïse em 7 de julho. Na data, o então presidente foi assassinado dentro da própria casa.

Premiê alega ter sofrido tentativa de assassinato 

O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, que assumiu o cargo após a morte de Moïse, afirmou ter sofrido uma tentativa de assassinato no dia 1º de janeiro na cidade de Gonaïves, região oeste do Haiti, a 150 km da capital Porto Príncipe.  

Por meio do Twitter, ele disse que “os inimigos do povo haitiano são os terroristas que não hesitam em usar a violência para matar com todas as suas forças”, afirmando que estes fazem “tudo por dinheiro”.

O ocorrido teria acontecido durante as comemorações do feriado nacional da independência do país, cuja declaração foi assinada em 1º de janeiro de 1804.