Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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O brasileiro Ricardo Seitenfus, ex-representante especial da OEA (Organização dos Estados Americanos no Haiti), recebeu a ordem de Caballero por parte do governo do presidente René Préval por “seu valor na defesa da dignidade do povo haitiano”.

O evento foi realizado na sede da Presidência do Haiti e contou com a presença do embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, e representantes do escritório nacional da OEA no país caribenho, informou o organismo nesta quinta-feira (03/02).

Em dezembro passado, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, exonerou Seitenfus depois que uma publicação suíça divulgou declarações do brasileiro questionando o papel da Minustah (Missão de Estabilização das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti) e a política da comunidade internacional frente esse país.

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Em sua entrevista ao jornal suíço, Seitenfus disse que a ONU impôs a presença de suas tropas no Haiti, embora o país não viva uma situação de guerra civil, e questionou o papel dos Estados Unidos e das ONGs internacionais presentes no país caribenho.

“O Haiti não é uma ameaça internacional. Não estamos em situação de guerra civil. O Haiti não é nem o Iraque nem o Afeganistão. São reflexões generosas feitas com o coração. Mas que retratam a percepção de muita gente que não tem voz. Fui o porta-voz daqueles que não têm voz”, afirmou o brasileiro ao periódico “Le Temps”.

O ex-representante também criticou a atuação das Nações Unidas no país caribenho. “Trata-se, para a ONU, de congelar o poder e de transformar os haitianos em prisioneiros de sua própria ilha”.

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Haiti homenageia brasileiro destituído pela OEA

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