Haia tenta frustrar paz em Darfur, diz embaixador do Sudão na ONU
Haia tenta frustrar paz em Darfur, diz embaixador do Sudão na ONU
O embaixador do Sudão perante as Nações Unidas, Abdelmahmud Abdelhamlim, declarou que a nova ordem de prisão por genocídio contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir, é uma tentativa do Tribunal Penal Internacional de frustrar a paz em Darfur. Abdelhalim disse à agência de notícias espanhola Efe nesta segunda-feira (12/7) que o TPI procura “destruir o futuro do país e abortar o processo de paz em Darfur”.
O diplomata sudanês reagiu à emissão de uma segunda ordem de prisão contra Bashir. A ordem acrescenta três novas acusações de genocídio pelos crimes cometidos na região ocidental sudanesa de Darfur. Bashir já tem uma ordem de prisão emitida no dia 4 de março de 2009, por crimes de guerra e contra a humanidade.
Para Abdelhalim, “o que o TPI faz é uma tentativa desesperada de arruinar o Sudão”.
Além disso, o diplomata destacou que a nova resolução “não importa ao Sudão e não acrescenta nada novo”, além de instar os “países partidários da paz” a enfrentarem o TPI e suas decisões.
Ignorados
As novas acusações contra Bashir se referem aos supostos genocídios cometidos contra os grupos étnicos dos fur, os masalit e os zaghawa de Darfur, que seriam vítimas de “assassinatos, torturas e incalculáveis danos psicológicos”, supostamente ordenados pelo presidente do Sudão, segundo um comunicado do TPI. O tribunal deixou claro que a segunda ordem de prisão é complementar à anterior e, portanto, não a revoga.
Até o dia de hoje as ordens de prisão foram ignoradas pelas autoridades do Sudão, que não assinou o Estatuto de Roma, que fundou o TPI e entrou em vigor em 2002.
A guerra em Darfur, que eclodiu em 2003, já deixou pelo menos 300 mil mortos e obrigou 2,7 milhões de pessoas a abandonarem suas comunidades de origem, segundo dados da ONU.
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