Há quase um mês, corpo de ex-presidente da Venezuela espera para ser enterrado
Há quase um mês, corpo de ex-presidente da Venezuela espera para ser enterrado
Um imbróglio familiar atrasa há quase um mês o enterro do ex-presidente venezuelano Carlos Andrés Pérez, que faleceu no dia 25 de dezembro de 2010. A esposa de Pérez, que vive em Caracas, exigiu imediatamente após a morte do marido que o enterro acontecesse na capital venezuelana. No entanto, Cecilia Matos, companheira do ex-presidente e com quem vivia em Miami, onde faleceu, insiste que ele seja sepultado nos Estados Unidos. Com isso, ficará a cargo de um tribunal local decidir o destino do corpo.
O argumento de Matos é que Pérez, que ocupou o poder entre 1974 e 1979 e depois de 1989 a 1993, recusava a hipótese de ser enterrado em seu país natal caso o presidente Hugo Chávez ainda estivesse no poder. A esposa do ex-presidente, Blanca Rodríguez de Pérez, diz que, na verdade, o marido sempre quis repousar na Venezuela.
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Com isso, a família de Pérez na Venezuela entrou com um recurso em um tribunal de Miami, paralisando o enterro do político venezuelano, conforme noticiou o jornal El Mundo América. Na próxima segunda-feira (24/01), as filhas que Pérez teve com as duas mulheres comparecerão frente a um juiz, que terá a tarefa de dar um fim ao impasse.
“O que queremos é que meu pai venha para a Venezuela. Vamos apresentar nossa defesa e algumas testemunhas para ganhar o caso”, afirmou uma das filhas, Carolina Pérez, ao jornal El Nuevo Herald.
Do outro lado estarão as duas filhas que Pérez teve com Matos em Miami, Cecilia Victoria e María Francia Pérez Matos, que farão de tudo para que o pai permaneça no sul da Flórida. Segundo elas, ele chegou a adquirir um lote em um cemitério de Miami.
Enquanto isso, o corpo do ex-presidente, lembrado por muitos na Venezuela pela nacionalização da indústria do petróleo nos anos 1970 e pelo episódio do “Caracazo”, em 1989, permanece esperando dentro de um refrigerador em uma funerária de Miami.
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