Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A curta história da Guiné-Bissau como país independente é marcada por golpes de Estado e tentativas de golpe, que contribuíram para desestabilizar o país, um dos mais pobres do mundo.

Portugal reconheceu a independência da Guiné-Bissau em 10 de setembro de 1974 e Luís Cabral, do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), assumiu a presidência.

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Das primeiras eleições, em dezembro de 1976, saíram os membros da Assembléia Nacional Popular, presidida até maio de 1999 por João Bernardo “Nino” Vieira, assassinado hoje (2). Ele ocupou o cargo até ser derrubado por um golpe, precedido por uma rebelião militar em junho de 1998, causada pela destituição do general Ansumane Mané como chefe do Exército.

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Após meses de combates esporádicos, Mané e Vieira assinaram naquele ano, em Abuja, na Nigéria, um acordo de paz do qual surgiu um governo de união nacional, que durou pouco tempo.

Em 13 de maio de 1999, o presidente do Parlamento, Malam Bacai Sanhá, ocupou a Presidência interina e o general Mané ficou à frente da Junta Militar.

Em janeiro de 2000, o líder do Partido da Renovação Social (PRS), Kumba Yalá, tornou-se o primeiro presidente eleito após o levante militar. Ele enfrentou a difícil reconstrução de um país arruinado pelos combates e, em novembro de 2000, o general Mané, que reivindicava o comando das Forças Armadas, protagonizou uma frustrada tentativa de golpe.

Gâmbia

Houve um novo levante, em dezembro de 2001, e, em seguida outro, em maio de 2002. Yalá acusou a vizinha Gâmbia de cumplicidade.

Em novembro de 2002, Yalá dissolveu o Parlamento, convocando eleições para fevereiro de 2003. Mario Pires (PRS) foi nomeado primeiro-ministro, o quarto em dois anos, do governo de transição dominado por esse partido.

A pedido da ONU (Organização das Nações Unidas), foram convocadas eleições para outubro de 2003, mas, no mês anterior, um novo golpe depôs Yalá e a Junta Militar nomeou Henrique Rosa como presidente interino.

Nas eleições legislativas de 28 de março de 2004, o PAIGC conseguiu 40 das 102 cadeiras da Assembléia e Carlos Gomes Júnior foi nomeado primeiro-ministro. Em outubro daquele ano, porém, a falta de pagamento de salários dos militares enviados como soldados da ONU à Libéria causou um motim no qual morreu o chefe de Estado-Maior, general Correia Seabra. O levante terminou com uma anistia geral aos implicados em insurreições desde 1980.

Em maio de 2005, a Corte Suprema autorizou Vieira e Kumba Yalá, que também havia deixado o país exilado, a retornar e concorrer às eleições presidenciais daquele ano.

Vieira ganhou o segundo turno contra Bacai Sanhá. Ele dirigiu dois gabinetes sucessivos, que duraram pouco devido a desacordos na divisão de ministérios entre PAIGC e PRS.

Almirante preso

Em agosto de 2008, Vieira nomeou Carlos Correia como primeiro-ministro, após dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas para novembro.

Poucos dias antes, os serviços de segurança do Exército do país prenderam o almirante José Américo Bubo Na Tchuto, acusado de preparar um golpe de Estado.

Em 16 de novembro de 2008, o PAIGC obteve maioria absoluta na eleição legislativa, com 67 das 100 cadeiras do Parlamento.

Após outra tentativa de levante militar, em 23 de novembro, o presidente Vieira nomeou Carlos Gómez Júnior, líder do PAIGC, como primeiro-ministro, em 26 de dezembro.

Na madrugada de hoje (2), Vieira foi assassinado, supostamente por soldados leais ao chefe do Estado-Maior, general Tagmé Na Wai, morto no dia anterior em um atentado a bomba.

Guiné-Bissau: poucos anos de independência e muitos golpes

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