Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O ELN (Exército de Libertação Nacional da Colômbia) explorará com a Venezuela e outros governos da América a possibilidade de caminhos de paz para a região, anunciou o comando central do grupo guerrilheiro. Os planos foram antecipados pelo primeiro e segundo comandantes do ELN, Nicolás Rodríguez e Antonio García, respectivamente, em mensagem divulgada hoje pelo site dos rebeldes.

“O ELN está interessado em trabalhar para construir uma saída política ao conflito interno da Colômbia, nos marcos de uma proposta de paz para o continente”, ratificaram os chefes insurgentes. Além disso, eles disseram que esta saída deve ser vinculada aos “esforços dos países que integram a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e de outras iniciativas de acompanhamento que surjam da comunidade internacional”.

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Com esta mensagem, os líderes rebeldes responderam a uma iniciativa de paz para a Colômbia que o Executivo da Venezuela antecipou em 25 de julho. O plano, sem detalhes, foi informado pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, três dias depois de o presidente Hugo Chávez romper relações com a Colômbia.

A ruptura das relações diplomáticas foi causada de denúncias do Executivo do então presidente colombiano, Álvaro Uribe – que deixa o cargo hoje – sobre a suposta presença de rebeldes do ELN e das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território venezuelano.

Rodríguez e García consideram que Uribe sempre se alinhou com os interesses dos Estados Unidos e com “suas iniciativas de agressão internacional e em nosso solo”.

O sucessor de Uribe, Juan Manuel Santos, prometeu continuar “esta política beligerante e intervencionista”, acrescentaram os líderes rebeldes.

Para eles, o interesse único dos governos é o do desarmamento e desmobilização dos guerrilheiros, e não o das mudanças estruturais para superar as verdadeiras causas do conflito armado interno.

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*Com agências

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Guerrilha do ELN diz que buscará caminhos para paz com outros governos

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