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O ex-presidente da Guatemala Alfonso Portillo, exigido pela justiça dos Estados Unidos por delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, foi detido no estado guatemalteco de Izabal, ontem (26). Portillo, presidente entre 2000 e 2004, se disse vítima de perseguição.

Ulises Rodriguez/EFE (26/01/2010)

No dia 25 de janeiro o governo dos EUA solicitou formalmente a extradição do ex-presidente. As investigações apontam que ele teria revertido fundos do governo guatemalteco à Europa e às Ilhas Bermudas, por meio de bancos norte-americanos, com o objetivo de desviar os rastros do dinheiro. O montante desviado poderia chegar a 60 milhões de dólares, e entre as entidades financeiras utilizadas estariam o Citibank, o Barclays Bank e The International Bank of Miami

O Quinto Tribunal de Sentença Penal da Guatemala notificou ainda ontem a Procuradoria Geral do estado de Nova York, autora do pedido, que terá 40 dias para enviar ao país a documentação que sustenta as acusações.

Na justiça local, o processo contra o ex-presidente está paralisado há mais de oito anos devido a uma série de recursos e amparos apresentados por seus advogados. Há denúncias de desvio de verba pública, entre outas. Antes de ser extraditado aos EUA, contudo, Portillo deverá primeiro responder a essas acusações.

Perseguição

“Isto foi uma perseguição que começou antes da minha posse. Quando estiver nos tribunais vou dizer os nomes de quem forjou a conspiração contra mim, com tudo o que fizeram, onde se reuniram (…)”, afirmou Portillo à rádio local Sonora, em entrevista telefônica. Ele também disse que tem medo de ser assassinado. “Com tudo o que fizeram comigo na Guatemala, qualquer coisa pode acontecer”, afirmou.

O atual presidente, Álvaro Colom, destacou que a prisão de Portillo “é uma mensagem positiva”, já que “demonstra que nenhum cidadão está acima da lei” no país. Colom acrescentou que a Promotoria e os tribunais “devem ser cuidadosos” nos procedimentos relativos ao caso do ex-presidente “e respeitar os passos (legais) para evitar erros”.

Guatemala prende ex-presidente Portillo a pedido dos EUA

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