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A justiça da Guatemala condenou a 38 anos de prisão os responsáveis pelo assassinato do advogado Rodrigo Rosenberg. Em maio de 2009, um vídeo póstumo em que Rosenberg afirmava que o presidente Álvaro Colom era o responsável pelo crime desencadeou uma crise política no país. A polícia guatemalteca posteriormente provou que o próprio Rosenberg havia encomendado seu assassinato para afetar a imagem do presidente.

“Ficou comprovado que os réus participaram do assassinato do advogado Rodrigo Rosenberg porque foram contratados para cometer o crime em troca de uma quantidade de dinheiro”, afirma a sentença emitida pelo Primeiro Tribunal de Alto Risco da Guatemala. A Justiça se baseou em “provas científicas” apresentadas pela Cicig (Comissão Internacional contra a impunidade na  Guatemala), instituição independente do governo que investigou o crime.

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Nos dias seguintes à divulgação do vídeo – em que Rosenberg incriminava além de Colom, a primeira-dama Sandra Torres e o secretário particular Gustavo Alejos – uma série de protestos pediu a renúncia do presidente, que sempre negou a autoria do crime.

Após a investigação, a Cicig concluiu que o presidente não tinha qualquer relação com o crime. A vítima teria planejado o próprio assassinato com ajuda de dois amigos, os irmãos Francisco José e José Estuardo Valdés Paiz, que contrataram os assassinos de aluguel.

Dos 11 membros da quadrilha que participaram do crime, o tribunal condenou a 38 anos de prisão Lucas Santiago, Edwin López e William Santos e José Armando Ruano. Além dos 38 anos, Ruano ficará mais dez anos preso por porte ilegal de armas, que pertenciam ao exército.

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Jesús Manuel Cardona, outro réu no processo, foi condenado a 12 anos de prisão por tentar ocultar provas na investigação. Colaborador indireto, Carlos Aragón Cardona foi condenado a dois anos.

Os irmãos Valdés Paiz, considerados pela justiça como mentores do crime, estão na prisão desde 28 de junho do ano passado, aguardando o término do julgamento.

O crime

Balas disparadas por um veículo atingiram Rosenberg enquanto o advogado andava de bicicleta em uma zona residencial na região sul da capital. No vídeo, gravado pelo jornalista Mario David Garcia, ele afirma que seria morto por ser advogado do empresário Khalil Musa e de sua filha Marjorie, assassinados em março de 2009.

Segundo a vítima, Khalil Musa foi executado por ter se negado a participar de negócios irregulares, após ter sido nomeado presidente do Banco de Desenvolvimento Rural, entidade de capital misto em que o Estado é acionista majoritário. Rosenberg denunciou também que na instituição financeira são realizadas operações ilícitas em que participam o presidente Colom e sua esposa.

No final da mensagem, o advogado fez um pedido ao vice-presidente Rafael Espada, para que seja “o primeiro a encabeçar um movimento para recuperar a Guatemala, e fazer com que a lei seja cumprida”.

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Guatemala: justiça condena envolvidos na morte de advogado que tramou o próprio assassinato

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