Grupo maoísta reivindica atentado em trem na Índia
Grupo maoísta reivindica atentado em trem na Índia
Um grupo apoiado por insurgentes maoístas reivindicou a autoria da sabotagem que descarrilou um trem e causou sua colisão com outro trem de carga, deixando ao menos 65 mortos e mais de 200 feridos hoje (28/5).
A organização, chamada Comitê Popular contra Atrocidades da Polícia (PCPA – People”s Committee against Police Atrocities, em inglês), disse ser a responsável pelo acidente, informou a emissora de televisão local, NDTV.
“Dois pôsters pertencendo ao PCPA, apoiados pelos maoístas, foram encontrados no local”, disse à emissora o diretor-geral de polícia do Estado de Bengol Ocidental, Bhupinder Singh.
Efe

Membros das equipes de resgate trabalham no salvamento de vítimas de acidente de trem em Bengala, Índia
Mais cedo, o secretário estadual de Interiores, Samar Ghosh disse que os corpos foram retirados em meio às ferragens dos vagões da composição que fazia a rota entre as cidades de Howrah e Mumbai, e que se chocou com o outro trem quando passava pelo distrito de West Midnapore, a 135 quilômetros de Calcutá.
O fato aconteceu quando a locomotiva e outros treze vagões do trem descarrilaram, e pelo menos cinco dos vagões foram atingidos por um trem de carga que vinha no sentido contrário. As autoridades já temiam se tratare de uma sabotagem.
“Há fortes suspeitas de uma sabotagem por parte dos maoístas. O lugar onde ocorreu o acidente é bastião do grupo”, disse à agência indiana PTI o chefe da administração regional, Ardendhu Sen. “Suspeitamos que seja um caso de sabotagem. O condutor (do trem de passageiros) disse ter escutado um forte barulho. Houve uma modificação nas vias”, disse à imprensa Vivek Sahai, membro do conselho de Ferrovias da Índia.
A maioria das mortes foi causada pelo choque do trem de mercadorias contra os vagões que caíram na via de sentido contrário. A ministra de Ferrovias, Mamata Banerjee, anunciou uma ajuda econômica de 500 mil rúpias (cerca de US$ 10.750) para as famílias de cada um dos mortos, e uma indenização de 100 mil rúpias para os feridos.
Bengala é um dos estados indianos com mais presença da guerrilha maoísta, que luta para impor no país uma revolução marxista de corte agrário e realiza constantes atentados contra as forças de segurança e sabotagens contra as linhas de comunicação. Segundo o oficial Sahai, a companhia de ferrovias decretou um alerta nos estados de Chhattisgarh, Bihar, Orissa, Jharkhand e Bengala Ocidental, onde os maoístas iniciaram nesta noite uma semana de protestos.
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