Sábado, 9 de maio de 2026
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O Grupo Puebla, plataforma política que reúne diversos partidos progressista e movimentos sociais de toda a América Latina, anunciou que realizará um evento em apoio à vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner

A nota divulgada nas redes sociais do grupo afirma que o ato “Vontade popular e democracia: dos militares ao judiciário, as ameaças à democracia” acontecerá na próxima terça-feira (21/03) no Centro Cultural Kirchner, em Buenos Aires, capital da Argentina

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O ato também servirá para a apresentação do livro “Objetivo: Cristina – a luta contra a democracia na Argentina”, obra produzida pela Escola de Estudos Latino-Americanos e Globais, com apoio do Grupo Puebla, do Conselho Latino-Americano de Justiça e Democracia (Clajud) e do Centro Estratégico Latino-Americano de Geopolítica (Celag).

Segundo o Grupo de Puebla, a atual vice-presidente [que também é presidente do Senado] é vítima de uma operação de lawfare, que busca impedir que ela seja candidata nas eleições deste 2023.

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“Quando [a política] mete suas mãos na Justiça, a democracia é destruída. O que está acontecendo com Cristina Fernández de Kirchner é um processo político orquestrado pela direita, com operadores na Justiça e na mídia, com o objetivo de tirá-la do debate democrático”, afirma a mensagem do Grupo de Puebla.

Ato acontecerá nesta terça-feira (21/03) em Buenos Aires e formará parte da programação do III Fórum Mundial de Direitos Humanos

Flickr / Romina Santarelli

Cristina Kirchner seria vítima de operação de lawfare na Argentina, segundo o Grupo de Puebla

Há meses, Kirchner é especulada como possível candidata presidencial, para buscar seu terceiro mandato, já que ela governou o país entre 2007 e 2015.

O processo pelo qual ela poderia ser condenada, conhecido no país como Caso Vialidad (“pavimentação) estabelece que Kirchner, quando era presidente, teria cometido crime de corrupção, lavagem de dinheiro e abuso de poder quando era presidente, por haver supostamente favorecido empreiteiras de empresários ligados a ela em licitações para obras de pavimentação de estradas e trechos de acesso a cidades na província de Santa Cruz, no extremo Sul do país.

Além da própria Kirchner, que deve realizar o discurso principal, o encontro deve contar com algumas presenças ilustres. O comunicado publicado nas redes sociais afirma que já confirmaram presença os ex-presidentes Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha) e Ernesto Samper (Colômbia).

Também devem comparecer ao evento o ex-juiz espanhol Baltazar Garzón e o ativista argentino Adolfo Pérez-Esquivel (Prêmio Nobel da Paz de 1980), além do coordenador do Grupo de Puebla, o político chileno Marco Enríquez-Ominami.