Terça-feira, 5 de maio de 2026
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Um grupo de cientistas, jornalistas, professores, ex-ministros e sindicalistas irá entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma carta pedindo que o Brasil conceda asilo político ao australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks. A informação é da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

No documento, o grupo propõe que Lula promova um esforço internacional “junto a outros países” para obter a aceitação do asilo político por parte do governo inglês. Atualmente, Assange está em uma penitenciária de segurança máxima na cidade de Belmarsh, na Inglaterra. 

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A Justiça do Reino Unido está tramitando sua extradição aos Estados Unidos, onde ele enfrentará denúncias por “ataque à segurança nacional”, por ter revelado informações confidenciais das Forças Armadas e dos aparatos de inteligência norte-americanos, expondo diversos crimes de guerra cometidos pelos militares no Iraque, no Afeganistão e em outros países ocupados.

“Diante dos fatos recentes envolvendo a extradição para os EUA — onde Assange poderá ser condenado a até 175 anos de prisão por revelar fatos verdadeiros a respeito daquele país — um conjunto de profissionais, lideranças da sociedade civil e entidades iniciaram um movimento via redes sociais visando construir uma saída humanitária para o caso, hoje acompanhado de perto por toda a comunidade internacional”, diz trecho da carta.

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O documento conta com a assinatura de 2.897 pessoas, dentre as quais o fotógrafo Sebastião Salgado, o jornalista Juca Kfouri, os pesquisadores da Fiocruz Renato Cordeiro e Alvaro Nascimento, os ex-ministros José Gomes Temporão (Saúde), Sérgio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia) e Ana de Hollanda (Cultura), a deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ) e o neurocientista Sidarta Ribeiro e a jornalista Hildegard Angel e do Instituto Zuzu Angel. 

Para signatários, esforço em defesa do fundador do Wikileaks contribuirá para marcar a posição do governo brasileiro no mundo

Reprodução

Caso seja extraditado aos EUA, Assange pode ser condenado a até 175 anos de prisão

Ainda segundo a carta, os signatários avaliam que, independente do resultado deste esforço conjunto para o asilo, uma defesa “vigorosa” em favor do Assange “contribuirá para marcar ainda mais a posição humanitária e progressista do governo brasileiro no mundo, como tem sido a nossa marca desde 1º de janeiro de 2023”.

Lula já criticou a extradição do fundador do Wikileaks, a última vez que comentou o caso foi durante viagem à Europa: na Itália, o presidente brasileiro defender a liberdade dele e chamou a imprensa de covarde, dizendo que estava indignado com “os defensores da liberdade de imprensa” em relação à extradição de Assange do Reino Unido.

Os signatários afirmam também na carta que Lula poderia seguir o exemplo de Andrés Manuel López Obrador, presidente do México, que já fez um pedido de asilo político para o jornalista australiano aos Estados Unidos.  

Segundo Bergamo, a expectativa é de que o presidente brasileiro faça a solicitação ao governo britânico e ganhe respaldo de personalidades internacionais. 

(*) Com Brasil 247.