Sábado, 16 de maio de 2026
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O oitavo dia de greve na Grécia com grandes protestos nas ruas de Atenas gerou duros confrontos entre manifestantes e policiais e uma área do Ministério das Finanças foi incendiada com coquetéis molotov.

As tropas de choque recorreram ao uso de gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar a multidão reunida diante do Parlamento grego, segundo imagens do canal de internet Zougla.gr.

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Em outro incidente, o ex-ministro dos Transportes e ex-comissário europeu, o conservador Kostis Hatzidakis, foi atingido por manifestantes quando caminhava por uma das avenidas do centro da cidade.

Efe



Durante o confronto, áreas próximas ao Ministério das Finanças foram incendiadas

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Grupos de radicais encapuzados atiraram bombas que atearam fogo a uma área do Ministério das Finanças e no primeiro andar de um edifício na praça Sindagma.

Vigiadas de perto pelas tropas de choque que cercaram os arredores dos edifícios públicos para evitar incidentes, milhares de pessoas compareceram às manifestações convocadas pelos sindicatos majoritários em toda a Grécia.

Os protestos acontecem em meio a uma greve geral de 24 horas contra as medidas de austeridade do Governo que paralisou o país e da qual participam também os jornalistas, o que faz com que a difusão de notícias seja escassa.

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Um grupo da juventude do partido parlamentar da Coalizão de Esquerda (Synaspismos) pendurou um imenso cartaz em frente ao Ministério das Finanças que dizia “Não à Idade Média trabalhista”.

Próximo à reitoria da Universidade de Atenas, a cerca de 400 metros do Parlamento, os policiais foram recebidos com uma chuva de pedras e responderam com gás lacrimogêneo e golpes. Os confrontos entre manifestantes e a polícia continuava corpo a corpo pelas avenidas e as ruas adjacentes ao núcleo da manifestação.

Participantes dos protestos atearam fogo em dezenas de contêineres de lixo e quebraram vitrines de lojas e agências bancárias. Testemunhas denunciaram que a polícia atacava até transeuntes e batia em pessoas que observavam os incidentes.

“Ladrões. Ladrões. Devolvam o dinheiro do povo”, “Não pagaremos. Não pagaremos. Que seja a plutocracia que pague”, gritavam os manifestantes em direção aos 300 parlamentares da Câmara e em sinal de ira contra a corrupção dos políticos.

Segundo o canal grego privado Zougla.gr, a polícia realizou as primeiras prisões nos arredores da praça central.

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Greve geral em Atenas gera confrontos entre policiais e manifestantes

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