Domingo, 10 de maio de 2026
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A ativista ambiental Greta Thunberg foi brevemente detida nesta quarta-feira (01/03) pela polícia norueguesa durante um protesto em Oslo contra parques eólicos instalados em território que pertence ao povo originário Sami, nativo do Ártico.

Além da sueca, dezenas de ativistas sami que participaram da manifestação também foram detidos após bloquear a porta do Ministério das Finanças da Noruega. Para liberar a entrada do prédio, Greta e os outros ativistas foram tirados do local carregados por policiais.

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Segurando uma bandeira sami, Greta foi levada por policiais enquanto centenas de manifestantes entoavam palavras de ordem. A sueca foi liberada mais tarde, junto com os outros ativistas que foram detidos.

Os manifestantes exigem a retirada de turbinas eólicas na região de Fosen, no centro da Noruega. Há mais de um ano, a Suprema Corte do país se posicionou contra dois parques eólicos na região e afirmou que o projeto viola o direito de famílias sami de praticar o pastoreio de renas. Os sami afirmam que as turbinas assustam os animais e prejudicam a antiga tradição pastoril.

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Os sami são uma minoria indígena, composta por cerca de 100 mil pessoas, que vivem na Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia.

Ativista sueca participava de manifestação contra parques eólicos construídos em território indígena; é a segunda vez neste ano que Greta é detida num protesto

Alf Simensen/NTB/REUTERS

Greta Thunberg participava de protesto que bloqueou porta do Ministério das Finanças da Noruega, em Oslo

Protestos pelo cumprimento da decisão judicial

Apesar da decisão, o Ministério da Energia norueguês argumenta que as turbinas apresentam um dilema legal e espera chegar a um acordo. Uma nova decisão sobre o caso pode levar mais um ano.

Os protestos pelo cumprimento da decisão judicial começaram há uma semana, quando um grupo de sami vestidos com trajes tradicionais ocupou a entrada do Ministério de Energia e Petróleo. No domingo, Greta se juntou aos manifestantes.

“Este protesto é importante porque é sobre direitos humanos que foram violados”, disse a ativista sueca à emissora TV2.

Essa é a segunda vez neste ano que Greta é detida em um protesto. Em meados de janeiro, a ativista foi detida num protesto próximo ao vilarejo de Lützerath, que será destruído para a expansão de uma mina de carvão a céu aberto, na Alemanha. O vilarejo se tornou um símbolo global da luta contra as mudanças climáticas.