Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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(atualizada às 11h52)

Em posição que remete à ditadura dos coronéis de 1967-1974, o governo da Grécia, controlado pelo partido socialista Pasok, disse esperar que “a ajuda das forças armadas” garanta o fornecimento de combustíveis neste sábado (31/7), enquanto se mostra decidido a punir os caminhoneiros grevistas com força.

Na sexta-feira (30/7), após cinco dias de uma greve que afetou seriamente o abastecimento de combustível, o governo ordenou que as forças armadas abasteçam aeroportos e hospitais. A medida do governo obriga as empresas privadas de transporte a colocarem veículos e funcionários à disposição das autoridades. A decisão, segundo comunicado oficial, foi adotada “depois da recusa das transportadoras de acatar as ordens” de interromper a greve, o que “constitui uma provocação e prejudica o interesse público”.

Já na tarde de sábado, o governo divulgou que o fornecimento de gasolina já começara a se normalizar. Fontes do Ministério de Transportes confirmaram à agência de notícias espanhola Efe que os primeiros carregamentos de petróleo estavam chegando às refinarias, para posterior distribuição em todo o país.

EFE

Por isso, o governo advertiu que os grevistas que desafiarem a ordem serão levados à Justiça. De acordo com uma lei de 1974, a maioria dos 30 mil donos de transportadoras que se negaram a cumprir as disposições do governo podem pegar penas de até cinco anos de prisão.

O Ministério de Infraestrutura e Transporte advertiu na sexta-feira à noite que “as punições previstas serão levadas ao pé da letra, incluindo a retirada das licenças profissionais”.

Os caminhoneiros em greve protestam contra um projeto de lei que põe fim ao monopólio da profissão, de acordo com exigência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional feita para conceder o pacote de socorro econômico, em maio.

Impacto

A greve no setor provocou sérios problemas de abastecimento e escassez de produtos no mercado.

“Sem dúvidas a greve teve consequências no turismo”, embora “os voos e os portos estejam funcionando, e o movimento turístico continue sem problemas”, declarou o vice-ministro do Turismo, Iorgos Nikitiadis, à rede de TV Sky.

No entanto, o jornal ateniense Kathimerini, citando fontes do setor turístico – um dos pilares da economia grega -, assegura que houve uma redução de cerca de 100 mil reservas diárias em hotéis, em comparação com a alta temporada do ano passado.

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