Grécia sai de foco e China volta a preocupar investidores no mundo
Grécia sai de foco e China volta a preocupar investidores no mundo
A determinação da China de que os bancos devem aumentar os depósitos compulsórios para ampliar as reservas do país reverteu a tendência de alta na bolsa de Nova York e fez os mercados fecharem em tendências distintas na Europa, na Ásia e na América Latina.
Em Nova York, o índice Dow Jones Industrial, principal de Wall Street, fechou em baixa de 0,44% (ou 45,05 pontos), encerrando a 10.099,14 pontos. O índice Standard & Poor's 500 caiu 0,27% e, na direção oposta, o índice da bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,28%.
O resultado negativo da Dow Jones diminuiu o primeiro ganho semanal em mais de um mês na bolsa de Nova York. Segundo a agência de notícias especializada Bloomberg, a decisão do governo chinês de aumentar em 50 pontos-base o depósito compulsório do setor bancário, a partir de 25 de fevereiro, alimentou preocupações dos investidores em Wall Street de que o crescimento da China – grande consumidor de produtos de empresas norte-americanas – possa desacelerar. Há um mês, o banco central chinês fez o primeiro aumento do tipo desde junho de 2008. A tendência de queda também foi aliviada com ajuda das empresas do setor tecnológico, que subiram – resultado indicado pela alta da Nasdaq.
“Foi uma reação de reflexo”, disse o executivo Philip Orlando, Federated Investors de Nova York, à Bloomberg. “É basicamente uma função da China. Há preocupação de que eles vão exagerar, resultando numa diminuição significativa do crescimento econômico. Mas não acho que isso seja legítimo. A sensação é negativa, apesar de os fundamentos da economia estarem melhorando”.
Com a oferta de ajuda à Grécia feita pela União Europeia, o país mediterrâneo saiu do foco das preocupações do mercado.
“Assim que um incêndio, a Grécia, é apagado por ora, o outro que originalmente causou nervosismo nos mercados em meados de janeiro, a China, começa a soltar labaredas de novo”, disse outro executivo, Peter Boockvar, da Miller Tabak, em nota aos clientes.
Em São Paulo, o Ibovespa fechou a semana em leve baixa de 0,41% (ou 274 pontos), aos 65.854 pontos. O giro financeiro foi de 5,464 bilhões de reais, movimentados em 376.452 operações. As maiores altas foram das ações ordinárias da mineradora MMX, do empresário Eike Batista (com 4,67%), enquanto as baixas foram lideradas pelas preferenciais da Cesp (-3,22%).
No mercado cambial, a cotação do dólar comercial subiu 0,48%, fechando a 1,857 real para a compra e a 1,859 real para a venda.
Pelo mundo
Na Europa, a tendência geral foi de quedas. Em Londres, o índice FTSE-100 (do Financial Times) fechou em baixa de 0,36%. O índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt, na Alemanha, fechou em baixa de 0,06%. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em baixa de 0,49%. O FTSE MIB, de Milão, fechou em baixa de 0,19%. Em Madri, o Ibex-35 fechou em baixa de 0,55%.
Na América Latina, com exceção do Uruguai, predominaram os resultados negativos. O índice Merval, da bolsa de Buenos Aires, fechou em baixa de 0,33%. A bolsa de Caracas fechou com seu índice IBC em baixa de 2,51%. Na bolsa de Bogotá, o índice IGBC fechou em baixa de 0,06%. Na bolsa de Montevidéu, os bônus públicos fecharam em leve alta de 0,01%. Na bolsa de Santiago, o índice IPSA fechou em baixa de 0,25%.
Na Ásia, prevaleceram as altas em quase todos os mercados. Na bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 1,29%. Na China, a bolsa de Xangai teve alta de 1,09% e a bolsa de Hong Kong caiu 0,11%. A bolsa de Cingapura fechou em alta de 0,19%. A bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,19%. O mercado tailandês de Bangcoc fechou em alta de 0,38%.
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