Grécia: greve geral é convocada contra plano de cortes de gastos
Grécia: greve geral é convocada contra plano de cortes de gastos
Funcionários públicos da Grécia realizam hoje (10) uma greve nacional de 24 horas em protesto contra os planos do governo de cortar gastos para conter a dívida do país, que que alcança 113,7% do PIB (Produto Interno Bruto). O Executivo anunciou um corte salarial de 20% para os funcionários e a redução do número dos funcionários públicos.
Spiros Papaspiros, líder da Confederação dos Funcionários Públicos (ADEDY), afirmou que 85% dos empregados públicos responderam à chamada de paralisação para protestar pelos planos de economia do governo.
Simela Pantzartzi/EFE

Servidores públicos marcham em rua de Atenas, Grécia
Além disso, Papaspiros anunciou que seu sindicato se somará à greve convocada para o dia 24 de fevereiro pelo maior sindicato do país, Confederação Geral dos trabalhadores da Grécia (GSEE).
Pelo menos seis mil pessoas participaram de uma manifestação que percorreu o centro da capital grega. A greve de hoje afeta todos os centros de ensino público, os ministérios, os órgãos de alfândega e a saúde estatal, cujos centros hospitaleiros cobrem serviços mínimos.
Quem também aderiu à greve foram os controladores de voos, o que provocou o fechamento completo do espaço aéreo do país. Desde a 0h, nenhum avião decolou ou pousou na Grécia.
O serviço de trens não chegou ser interrompido, mas alguns trajetos foram cancelados, o que está causando atrasos em algumas linhas.
Também estão fechadas a Acrópole de Atenas e os museus e centros arqueológicos gregos, uma das grandes atrativas turísticas do país.
Crise
O déficit público da Grécia, de 12,7% do PIB, é mais de quatro vezes maior do que o permitido pelas regras da zona do euro impostas aos 16 países da União Europeia que adotam a moeda.
Muitos investidores internacionais se mantêm céticos sobre a possibilidade de que a Grécia consiga pagar sua dívida e acreditam que o país terá que receber socorro internacional.
No dia 3, a Comissão Europeia o plano de austeridade proposto pela Grécia e exigiu o uso de “instrumentos de vigilância orçamentária e econômica previstos” nos tratados europeus. “Exigimos explicações detalhadas das medidas e do calendário de sua aplicação”, diz o documento.
A União Europeia decidiu ainda abrir um processo de infração contra a Grécia pela falta de confiabilidade das suas estatísticas sobre o déficit orçamentário, sugerindo que o país “falhou” neste aspecto.
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