Quarta-feira, 22 de abril de 2026
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Funcionários públicos da Grécia realizam hoje (10) uma greve nacional de 24 horas em protesto contra os planos do governo de cortar gastos para conter a dívida do país, que que alcança 113,7% do PIB (Produto Interno Bruto). O Executivo anunciou um corte salarial de 20% para os funcionários e a redução do número dos funcionários públicos.

Spiros Papaspiros, líder da Confederação dos Funcionários Públicos (ADEDY), afirmou que 85% dos empregados públicos responderam à chamada de paralisação para protestar pelos planos de economia do governo.



Simela Pantzartzi/EFE



Servidores públicos marcham em rua de Atenas, Grécia

Além disso, Papaspiros anunciou que seu sindicato se somará à greve convocada para o dia 24 de fevereiro pelo maior sindicato do país, Confederação Geral dos trabalhadores da Grécia (GSEE).

Pelo menos seis mil pessoas participaram de uma manifestação que percorreu o centro da capital grega. A greve de hoje afeta todos os centros de ensino público, os ministérios, os órgãos de alfândega e a saúde estatal, cujos centros hospitaleiros cobrem serviços mínimos.

Quem também aderiu à greve foram os controladores de voos, o que provocou o fechamento completo do espaço aéreo do país. Desde a 0h, nenhum avião decolou ou pousou na Grécia.

O serviço de trens não chegou ser interrompido, mas alguns trajetos foram cancelados, o que está causando atrasos em algumas linhas.

Também estão fechadas a Acrópole de Atenas e os museus e centros arqueológicos gregos, uma das grandes atrativas turísticas do país.

Crise

O déficit público da Grécia, de 12,7% do PIB, é mais de quatro vezes maior do que o permitido pelas regras da zona do euro impostas aos 16 países da União Europeia que adotam a moeda.

Muitos investidores internacionais se mantêm céticos sobre a possibilidade de que a Grécia consiga pagar sua dívida e acreditam que o país terá que receber socorro internacional.

No dia 3, a Comissão Europeia o plano de austeridade proposto pela Grécia e exigiu o uso de “instrumentos de vigilância orçamentária e econômica previstos” nos tratados europeus. “Exigimos explicações detalhadas das medidas e do calendário de sua aplicação”, diz o documento.

A União Europeia decidiu ainda abrir um processo de infração contra a Grécia pela falta de confiabilidade das suas estatísticas sobre o déficit orçamentário, sugerindo que o país “falhou” neste aspecto.

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