Governo uruguaio aposta na inclusão digital de crianças da rede pública
Governo uruguaio aposta na inclusão digital de crianças da rede pública
Um dos grandes avanços em matéria de educação obtida pelo Uruguai no governo da Frente Ampla foi a implementação do Plano Ceibal (Conectividade Educativa de Informática Básica para o Aprendizado Online), uma versão do programa da ONG OLPC (Um Laptop por Criança, da sigla em inglês), do norte-americano Nicholas Negroponte.
Sendo assim, o Uruguai foi o primeiro país do mundo que conseguiu prover um computador por criança de escola pública (cerca de 400 mil). A iniciativa gerou mudanças nas modalidades de ensino e uma dinâmica particular nas casas das crianças: agora são elas que ensinam os pais.
A ação também aumentou a presença delas nas escolas, até mesmo nos fins de semana, quando é comum no interior do país ver as crianças sentadas na calçada, mesmo com a escola fechada, utilizando a conexão da internet.
Agora, o desafio para o próximo governo uruguaio é estender o programa à educação secundária e ao ensino técnico. Para isso é necessário grande desembolso financeiro, já que a implantação do plano de ensino primário implicou investimento de 100 milhões de dólares. O Banco Interamericano de Desenvolvimento anunciou na semana passada que emprestará ao Uruguai 46 milhões de dólares para continuidade do projeto.
O Brasil também tenta algo parecido, com o projeto Um Computador por Aluno (UCA), para promover a inclusão digital por meio da distribuição de um laptop para cada estudante e professor de educação básica nas escolas públicas.
Embora o programa tenha sofrido atrasos ao longo de dois anos, em agosto uma resolução do Banco Central autorizou a contratação de novas linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no valor total de até 100 milhões de reais, para a aquisição dos computadores portáteis.
Inovação
Além da inclusão digital, outro ponto bastante defendido pela Frente Ampla é a questão da inovação. Nesse sentido, o próximo governo já estabeleceu a criação de um ministério de Ciência e Tecnologia e o aumento no número de pesquisadores da recém criada Agência Nacional de Pesquisa e Inovação.
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