Governo mexicano confirma brasileiros entre mortos em Tamaulipas
Governo mexicano confirma brasileiros entre mortos em Tamaulipas
(atualizado às 19h10)
As autoridades do México confirmaram para a embaixada do Brasil no país
que há pelo menos quatro brasileiros entre os corpos encontrados em uma
vala comum no estado de Tamaulipas, na fronteira do país com os Estados
Unidos. Outras nacionalidades das vítimas incluem salvadorenhos,
equatorianos e hondurenhos.
O embaixador do Brasil na Cidade do México, Sérgio
Florêncio, contou que o secretário (ministro) mexicano de Justiça
telefonou para confirmar que, dos mortos já identificados, quatro eram
de nacionalidade brasileira.
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“A chancelaria mexicana colocou à disposição um avião que partirá amanhã
cedo com destino à cidade onde foram encontrados os corpos. Um
representante do consulado irá amanhã nesse avião para identificar os
corpos dos brasileiros”, disse o diplomata em entrevista ao canal Globonews.
Legistas
e autoridades forenses já estão trabalhando na identificação dos outros
corpos, entre os 72 encontrados na vala pela marinha mexicana. Por
enquanto, sabe-se que 58 das vítimas eram homens. Até agora, a única
informação sobre a nacionalidade dos mortos era o relato de uma
testemunha, um imigrante equatoriano que sobreviveu à chacina e,
segundo Florêncio, estaria com saúde abalada e dificuldades para falar.
“A razão específica desse massacre não está esclarecida, se seria um
grupo ligado ao tráfico de pessoas ou se seriam ligados ao
narcotráfico”, disse o embaixador, que relatou estar tentando obter do governo mexicano uma previsão de quando será concluída a identificação dos brasileiros.
Traficantes
Segundo o jornal mexicano El Universal,
embora ainda não tenham provas, os policiais trabalham com a hipótese
de que os criminosos que cometeram o massacre sejam membros do cartel
de drogas Los Zetas, que age na região. Em operação da aviação naval
contra suspeitos hoje, três destes foram mortos.
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“Uma
aeronave que sobrevoou o lugar dos fatos foi repelida com tiros de
grosso calibre, e por isso foram enviados helicópteros”, relatou o
contra-almirante José Luis Vergara.
A operação terminou com a apreensão de armas e a
detenção de um menor, suspeito de ligação com a quadrilha de Los Zetas.
O rapaz foi levado para o Ministério Público do México para prestar
depoimento.
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