Sábado, 9 de maio de 2026
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O governo da Itália apresentou nesta terça-feira (28/03) um projeto de lei que proíbe a produção e venda de alimentos feitos em laboratório, em especial a carne artificial.

O ministro da Saúde, Orazio Schillaci, sem partido declarou que a lei tem caráter preventivo, argumentando faltarem provas científicas conclusivas de que não haja efeitos nocivos relacionados ao consumo de alimentos sintéticos.

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Organizações de defesa dos animais e as que apoiam a produção de alimentos a partir de células criticaram a lei, afirmando que ela limita as opções para os consumidores, em especial quem se interesse pelo impacto ambiental do que come, e que a carne artificial seria uma boa alternativa à pecuária intensiva.

O grupo de defesa dos direitos dos animais LAV chamou a lei de uma “cruzada ideológica e anticientífica contra o progresso”.

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Em especial a carne

O principal alvo da lei é a carne produzida em laboratório a partir de células-tronco de origem animal, mas o projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento, também mira a produção de ração animal.

O texto veta produtos para consumo humano ou animal que sejam produzidos a partir de culturas celulares ou tecidos derivados de animais vertebrados.

Projeto de lei do Executivo liderado pela ultradireita proíbe produção e venda de alimentos feitos em laboratório, mirando em especial a carne; proposta ainda precisa passar pelo Parlamento.

Zoonar/picture alliance

Organizações de defesa dos animais consideram carne de laboratório uma boa alternativa

Entre as sanções previstas para os infratores estão multas de 10 mil a 60 mil euros, além da apreensão de material e fechamento de locais de produção.

“A Itália, líder europeia em matéria de qualidade e segurança alimentares, tem o dever de estar na vanguarda das políticas alimentares de defesa dos cidadãos e das empresas”, declarou Ettore Prandini, presidente da Coldiretti, principal organização agrícola italiana.

Guerra à comida sintética

O governo da Itália, liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni, do partido populista de direita Irmãos da Itália (FdI), declarou guerra aos alimentos sintéticos, que seriam uma “ameaça à tradição agrícola italiana”.

O governo afirma ser necessário proteger a comida italiana de inovações tecnológicas supostamente nocivas, e renomeou a pasta do setor Ministério da Agricultura e Soberania Alimentar.

Depois da aprovação pelo governo do projeto de lei, que ainda precisa passar pelo Parlamento, Meloni participou de um ato da organização Coldiretti diante da sede do governo, em Roma.

A organização agrícola comunicou ter realizado o ato para dizer “não a todos os alimentos sintéticos”, e saudou a iniciativa do governo, que protegeria a produção doméstica de “ataques das empresas multinacionais”.