Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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Em uma reunião extraordinária, o governo de Israel aprovou nesta segunda-feira (14/6) a criação de uma comissão interna especial para investigar o ataque ocorrido há duas semanas do exército israelense a um comboio humanitário, no qual morreram nove cidadãos turcos.

Conforme a rádio pública israelense, a decisão foi aprovada por unanimidade. A comissão será encarregada de “esclarecer” os fatos, e não atribuir responsabilidades aos políticos e militares que tomaram as decisões.

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Ao pedir seu apoio, o chefe do governo, Benjamin Netanyahu, explicou que “dois princípios” guiarão a criação da comissão: “proteger a liberdade de ação do exército e a investigação militar” e “dar uma resposta crível e convincente aos países moderados da comunidade internacional”.

O primeiro argumento foi o mesmo que levou Israel a rejeitar a proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que a investigação fosse realizada por uma comissão internacional, para que os soldados, que cumprem serviço militar obrigatório, não fossem interrogados fora das instâncias militares.

Só o chefe do Estado-Maior, o general Gaby Ashkenazi, vai depor. Os demais oficiais vão falar diante de um grupo de analistas do exército que investiga a operação de abordagem e que depois repassará as transcrições à comissão.

O segundo argumento responde às pressões internacionais que seguiram ao ataque em águas internacionais dos sete navios do comboio que tentava romper o bloqueio que Israel impôs à Faixa de Gaza em 2006 e levar ajuda humanitária a sua população.

Em um dos navios, o “Mavi Marmara”, a abordagem acabou na morte de nove turcos que morreram atingidos por disparos dos comandos israelenses, que abriram fogo supostamente para defenderem-se das agressões dos ativistas ao descer por cordas dos helicópteros.

Segundo testemunhos de alguns passageiros, o exército israelense abriu fogo antes do início da abordagem.

“Os resultados demonstrarão que nossa intenção era uma ação defensiva sob os padrões internacionais”, acrescentou Netanyahu, para o qual a comissão “esclarecerá ao mundo que Israel age de acordo com a lei e com absoluta transparência”.

Dentre os cinco membros, a comissão será presidida pelo juiz aposentado do Tribunal Supremo israelense, Jacob Turkel, e integrada pelo jurista Shabtai Rozen e mais um ex-presidente do instituto tecnológico Technion.

Para atender aos pedidos de transparência dos Estados Unidos e da União Europeia, o primeiro-ministro israelense nomeou “dois observadores internacionais com ampla experiência em direito militar e nos direitos humanos”.

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Governo israelense aprova comissão interna para investigar ataque

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