Segunda-feira, 27 de abril de 2026
APOIE
Menu

Numa reviravolta brusca, o governo da Tailândia cancelou a proposta de realizar eleições gerais no dia 14 de novembro, após os manifestantes da oposição terem se recusado a encerrar a ocupação no distrito comercial de Ratchaprasong, no centro de Bangcoc.

Como a Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, entidade que reúne os “camisas-vermelhas”, não está dando sinais de cumprir com a exigência do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva de terminar o protesto, o governo respondeu retirando a oferta de dissolver a câmara entre 15 e 30 setembro e convocar uma eleição para 14 de novembro, disse o secretário-geral do primeiro-ministro, Korbsak Sabhavasu, ao jornal tailandês Bangkok Post.

Leia mais:

Entenda o conflito na Tailândia

Para tentar retirá-los do local, o governo ameaçou cortar a água e a eletricidade da área, mas os manifestantes não se intimidaram. Os “camisas-vermelhas” estão puxando água de um tubo de alimentação do lado de fora do Hospital Geral da Polícia.

Rungroj Yongrit/Efe



A ameaça de corte de água fez manifestantes recorrerem a ligações clandestinas de dutos

Korbsak disse que os líderes da oposição haviam inicialmente concordado com a proposta de conciliação. Mas, depois de terem sido incapazes de chegar a um consenso sobre a aceitação do plano, e também pressionados por exigências adicionais, o processo foi complicado e, eventualmente, frustrou a negociação com o governo.

“É justo, então, que o premiê tenha cancelado a oferta para realizar eleições antecipadas, já que os camisas-vermelhas se recusaram a se dispersar”, disse ele.

Condição 

Os camisas-vermelhas tinham prometido encerrar a ocupação depois que o vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban se entregou à polícia para enfrentar acusações ligadas aos confrontos do dia 10 de abril, que deixaram 25 mortos  

Barbara Walton/Efe



“Camisas vermelha” lavam suas roupas e armazenam água em balde diante de ameaça de corte

Líderes da Frente disseram que a entrega de Suthep ao Departamento de Investigações Especiais não era suficiente e exigiram que ele deveria ter sido enviado à Divisão de Repressão ao Crime. Segundo eles, Suthep só foi ao departamento para reconhecer a denúncia apresentada contra ele por parte dos familiares dos mortos e feridos nos confrontos, para não ser considerado suspeito e foragido. 

“O senhor Suthep deveria se curvar à nossa condição e se entregar à polícia como suspeito. Depois, todos podemos ir para casa e nos prepararmos para as eleições”, declarou o líder camisa-vermelha Korkaew Pikulthong. 

Governo da Tailândia volta atrás e cancela eleições de novembro

NULL

NULL

NULL