Segunda-feira, 15 de junho de 2026
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O governo da Líbia disse hoje (20/03) que irá distribuir armas para mais de um milhão de “homens e mulheres” com o objetivo de defender o país da intervenção militar estrangeira iniciada neste sábado (19/03), disse o Ministério da Defesa líbio, de acordo com a agência de notícias estatal. As informações são da agência Reuters e da rede multiestatal TeleSur.

O ministério afirmou que as armas serão distribuídas por diferentes órgãos políticos e sociais em todo o país. “Todos aqueles que receberam armamento serão mobilizados em unidade populares, guardas populares e guardas revolucionárias”, disse a fonte.

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A decisão foi tomada após o líder líbio, Muamar Kadafi, dizer em comunicado após o início dos bombardeios ocidentais que abriria os armazéns de armas para que a população se protegesse. Kadafi assinalou que os líbios terão acesso a todo tipo de armamento para fazer frente à “agressão dos cruzados”.

“Vocês (EUA) pensaram que ganhariam no Iraque e no Irã, mas foram
derrotados também na Somália e no Vietnã. Vocês não irão ganhar dessa
vez também. Sairemos vitoriosos, sem dúvida alguma. Este é o nosso
país”, disse Kadafi, em alocução transmitida pela televisão estatal
líbia.

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Segundo ele, ao contrário dos EUA, a Líbia está preparada para uma
“longa guerra” e que as forças aliadas ocidentais, não. “Estamos em
nossa terra. Os líbios estão unidos atrás de um comando unificado. Vamos
lutar em uma frente ampla”, exclamou Kadafi, que garantiu vitória sobre
os líderes aliados, qualificando-os de “selvagens e criminosos”. “Esta
(guerra) já não é um problema interno (da Líbia), mas um conflito entre o
povo líbio e os novos nazistas”.

Para o líder líbio, a vitória final de seu país é “inevitável” e
todas as cidades acabarão se rebelando “contra esses atos
característicos de um novo colonialismo”. “Lutamos para defender nossa
terra e nosso petróleo”, exclamou Kadafi. “A vítima sempre acaba
vencendo os bárbaros e o terrorismo”, acrescentou.

Zona de exclusão

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Mike
Mullen, disse neste domingo que a operação militar “Odisseia do
Amanhecer”, iniciada no sábado, conseguiu impor uma zona de
exclusão aérea sobre a Líbia.

A OTAN (Organização do
Tratado do Atlântico Norte), por sua vez, considera a possibilidade de se somar à
operação militar na Líbia. Os detalhes operacionais são “praticamente a
última fase antes da
aplicação de um plano militar”, afirmaram fontes da OTAN à rede
multiestatal TeleSur. Uma vez
aprovados, “ficará pendente a decisão sobre uma intervenção militar” da
OTAN, algo que ainda não se sabe se será definido nesse domingo,
disseram as fontes.

O Pentágono informou no sábado que navios de guerra e submarinos dos EUA
e Reino Unido lançaram mais de 110 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra
os sistemas líbios de defesa antiaérea e atingiram mais de 20 alvos.

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Governo da Líbia anuncia que armará a população para a defesa do país

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