Domingo, 3 de maio de 2026
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O ministro do Interior e da Justiça da Colômbia, Fabio Valencia Cossio, classificou como “inteligente” a decisão de Ingrid Betancourt de desistir do processo de indenização contra o Estado pelo seu sequestro, em fevereiro de 2002.

“Acredito que foi uma decisão muito inteligente de Ingrid, se retratar e dizer ao país que não irá fazer essa demanda. Acredito que isso nos tranquiliza, mas a verdade comoveu e incomodou muito o povo colombiano”, declarou Valencia Cossio.

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Nesta segunda-feira (12/7), o general Arcesio Barrero, ex-comandante da quarta divisão do Exército da Colômbia, negou que tenha dado garantias para que Betancourt viajasse a região de Florencia e São Vicente del Caguán em fevereiro de 2002, quando foi sequestrada pela guerrilha Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

“É uma mentira que eu tenha dado as garantias de segurança. Advertimos o risco para ela, que não acatou as recomendações”, salientou.

A rádio colombiana Caracol, inclusive, publicou um documento que respalda essa versão do general, de que Betancourt, então candidata à presidência colombiana, estava ciente dos problemas de violência das regiões pelas quais passaria.

Após o sequestro, Betancourt permaneceu mais de seis anos sob o poder das Farc, até ser libertada em julho de 2008, durante a Operação Jaque, que também beneficiou outros 14 reféns.

Na última sexta-feira (9/7), a ex-refém disse que o processo de indenização, que poderia chegar a 6,5 milhões de dólares, tinha como objetivo “se solidarizar com outros sequestrados, porque é muito difícil querer taxar o sofrimento das vítimas do terrorismo”.

Ainda nesta segunda-feira, o procurador designado para o tema da reconciliação administrativa, Isnardo Jaimes, anunciou que a audiência pública entre a política e o Estado colombiano foi marcada para a manhã do dia 5 de agosto.

Além dela, também deverão comparecer seus filhos e sua mãe, que pediam uma indenização ao governo.

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Governo colombiano aprova desistência de Ingrid Betancourt sobre indenização do Estado

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