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Pressionada pela alta da inflação, a China diminuiu sua expectativa de crescimento para 8% e pretende conter a alta dos preços em torno de 4% em 2011. O índice de preços ao consumidor, que alcançou 3% no ano passado já havia atingido 4,9% em janeiro. De acordo com o premiê Wen Jiabao, o governo chinês “seguirá aplicando uma política de reativação”, mas com redução do déficit orçamentário, que deve ser mantido a mais ou menos 2% do PIB (Produto Interno Bruto).

O anúncio foi feito durante a 11.ª edição do Congresso Nacional Popular (CNP), em Pequim. Esse evento, realizado pelo Partido Comunista Chinês, é o maior Parlamento do mundo, reunindo durante dez dias cerca de três mil delegados. Mais do que um evento cerimonial, ele também dita a tendência política do país, e anuncia as prioridades e projetos de governo que foram decididos pelo partido. A sessão desse ano, que termina no dia 14 de março, é particularmente significante pois, além dos planos para o restante do ano, será aprovado oficialmente o Plano Quinquenal 2011-2015.

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Efe

Economia

No sábado, o premiê Wen Jiabao reconheceu a existência de certo descontentamento da população, em especial em relação à inflação. “Alguns problemas que são objeto de reações iradas da população não foram resolvidos completamente. (…) A pressão da inflação se acentuou e devemos considerar a estabilização dos preços como a prioridade de nossa política econômica”, afirmou Wen.

Wen Jiabao qualificou a alta dos preços e os temores da inflação como “problemas que afetam diretamente o nível de vida da população, a situação geral e a estabilidade do país”.

Os gastos prioritários serão destinados ao “desenvolvimento do mundo rural, a melhorar o nível da população e a desenvolver os setores sociais”, segundo o discurso de Wen, que apontou críticas em setores estratégicos do país. “Faltam recursos pedagógicos e médicos de qualidade, e sua distribuição continua sendo desigual”, afirmou o premiê.

Atendendo aos apelos da população, Wen garantiu atenção “a problemas que causam grande ressentimento entre as massas, como as expropriações não autorizadas de terras cultiváveis e as demolições ilegais de imóveis”.

“As contradições sociais provocadas pela requisição ilegal de terrenos e a demolição irregular de casas multiplicaram. A segurança alimentar deixa a desejar, enquanto certos setores são vulneráveis à corrupção”, disse ainda Wen Jiabao, antes de destacar “um aumento excessivo dos preços do setor imobiliário em algumas cidades”.

Wen também previu a criação de 45 milhões de empregos urbanos em cinco anos, casas para famílias de baixa renda para 20% da população urbana, e seguridade social – hoje quase inexistente para grande parte dos chineses – que pague 70% do tratamento médico dos assegurados.


Tibete

Neste domingo, o presidente Hu Jintao fez seu principal discurso sobre na região autônoma do Tibete. Segundo Hu, ela precisa manter sua estabilidade social e acelerar seu ritmo de reformas. “Devemos nos concentrar em esforços meticulosos para avançarmos nas reformas e assim mantermos desenvolvimento e estabilidade perene no Tibete”, afirmou Hu. O presidente também pediu para um maior investimento do governo para serviços públicos, especialmente nas áreas rurais e mais remotas da região.


Meio ambiente



Para lutar contra a poluição e o aquecimento global, o governo chinês anunciou durante o anúncio do Plano Quinquenal, que pretende reduzir em 16% o consumo de energia por unidade do PIB e de 17% das emissões de CO2, também por unidade do PIB.

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Governo chinês anuncia redução da expectativa de crescimento da economia em 2011

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