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O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou nesta sexta-feira (17/9) que o governo irá dialogar com o grupo indígena dos mapuches, que realizam protestos há meses, de acordo com informações do jornal chileno La Tercera.

Segundo as informações, o grupo de diálogo, que será criado na próxima semana,  será composto pelo secretário-geral da presidência, Cristian Larroulet, pelo ministro do Desenvolvimento e Planejamento, Felipe Kast, representantes das comunidades mapuches, de organizações sociais das regiões de Biobío e Araucanía (onde se concentra a população deste grupo étnico), e representantes das igrejas católica e evangélicas.

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Há 67 dias, um grupo de 32 presos mapuches está em greve de fome. Entre outras coisas, eles exigem a libertação de todos os envolvidos com o movimento indígena, considerado “terrorista” pelo governo desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), sejam libertados. Além disso, pedem que a legislação chilena pare de classificar as reivindicações do movimento indígena como ato de terrorismo.

Nesta madrugada, enquanto Piñera inaugurava as celebrações pelo bicentenário da proclamação de independência, duas pessoas com uma bandeira mapuche foram detidas por atirar moedas contra o presidente, segundo a polícia local.

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No dia 7 de setembro, o presidente chileno assinou um projeto de lei para modificar a justiça militar, mas os mapuches consideram que a medida continua limitando o direito de se defender e de ter um julgamento justo.

Diante disso,  mantiveram a grave de fome e anunciaram que     estão dispostos a chegar “às últimas consequências”, caso o governo do presidente Sebastián Piñera não aceite negociar considerando as exigências do grupo.

A criação do grupo de diálogo surge como a nova iniciativa do governo para solucionar a questão. Entretanto, desde 1990 outras oportunidades para dialogar foram propostas, mas os resultados foram “pouco eficientes”, segundo o La Tercera.

As reivindicações mapuches ganharam apoio internacional e repercussão na mídia. Na Argentina, por exemplo, organizações como as Mães da Praça de Maio, sindicalistas e a Rede de Saúde Mapuche do país se reuniram para fazer um apelo exigindo “diplomacia latino-americana” e  o fim da lei anti-terrorismo.


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Governo chileno anuncia diálogo com índios mapuches

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