Domingo, 3 de maio de 2026
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O chefe de Gabinete da Argentina, Aníbal Fernández, assegurou que “nunca se vendeu nem um parafuso que não passou pela Chancelaria”, ao defender que não existem irregularidades nas operações comerciais com a Venezuela.

A polêmica foi intensificada após o depoimento do ex-embaixador argentino em Caracas Eduardo Sadous, que anteriormente denunciou um esquema por meio do qual empresários argentinos pagariam para realizar transações com o país de Hugo Chávez – o que lhe rendeu seu cargo.

Um dia depois da declaração de Sadous, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, a imprensa local publicou que o diplomata acusou o ex-presidente Néstor Kirchner e o ministro do Planejamento, Julio De Vido, de envolvimento com o caso.

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Após a repercussão das acusações, deputados da oposição pediram a formação de uma comissão de inquérito para analisar as denúncias, e solicitaram a intimação do chanceler da Argentina, Héctor Timerman, e do ministro do Planejamento do país, Julio De Vido.

Fernández rechaçou ontem (6/7) as versões dos parlamentares e dos jornais sobre irregularidades e disse que “alguns veículos da imprensa publicam lixo diariamente” e que, com isso, pretendem “intoxicar a sociedade”.

O representante do governo de Cristina Kirchner esclareceu ainda que existem diferentes controles do comércio com a Venezuela, entre os quais citou a aduana, a Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip, na sigla em espanhol), e a Chancelaria.

O deputado Gustavo Ferrari, do peronismo dissidente, pediu, por sua vez, ao governo que “deixe de evitar ou obstruir a criação de uma comissão de inquérito” parlamentar. Há “um projeto avalizado por quase todas as bancadas da oposição” para iniciar a investigação, mas o governo “está demorando para fazer a convocatória”, ressaltou.

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Governo argentino volta a repudiar suposta irregularidade no comércio com a Venezuela

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