Governantes, ONU e Papa enviam condolências à Polônia pela morte do presidente
Governantes, ONU e Papa enviam condolências à Polônia pela morte do presidente
Representantes de diversos países da Europa e do mundo, além de organizações internacionais e da Igreja, enviaram condolências à Polônia pela morte de seu presidente, Lech Kaczyński, e grande parte das autoridades de primeiro escalão do país em um acidente aéreo no interior da Rússia na manhã deste sábado (10/4).
O presidente russo, Dmitri Medvedev, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o Papa Bento XVI e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram alguns dos que expressaram pesar pela morte de Kaczyński e outras 95 pessoas na queda do avião que levava a comitiva polonesa para uma solenidade na Rússia.
Em Brasília, o presidente Lula decretou luto oficial de três dias e enviou uma nota de pesar à Polônia, assim como o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Na nota, Lula disse ter recebido “com profunda consternação a notícia do trágico acidente”.
De Washington, Obama, ressaltou “a perda trágica para a Polônia, para os EUA e para o mundo”. Ele descreveu Kaczyński como um “estadista distinto que teve um papel-chave no movimento Solidariedade”. Para o presidente norte-americano, o polonês era “amplamente admirado nos EUA como um líder dedicado a promover a liberdade e a dignidade humana”.
Na Rússia, onde aconteceu o acidente, Medvedev apresentou condolências às autoridades da Polônia que ficaram em Varsóvia, em mensagem ao presidente do parlamento polonês, Bronislaw Komorowski –
que, segundo a constituição do país, assumirá interinamente a presidência.
“Recebi com profunda comoção a notícia desta tragédia”, disse o presidente russo. “A Rússia compartilha a dor da Polônia.”
Medvedev já nomeou uma comissão para investigar as causas do acidente. O grupo será liderado pessoalmente pelo primeiro-ministro da Rússia, Vladímir Putin.
A chanceler Angela Merkel expressou absoluta consternação pela morte de Kaczyński, que, segundo ela, “deixará saudades na Alemanha”. “É uma tragédia política e humana para a Polônia, nosso país vizinho, cuja dor compartilhamos”, disse.
O presidente alemão, Horts Köhler, afirmou que “Alemanha chora com o povo polonês a perda de Kaczyński” e lembrou a longa trajetória do político, como “lutador comprometido com a liberdade da Polônia”.
Na França, Nicolas Sarkozy lamentou a morte do presidente polonês, destacando o “ardente patriotismo” que teve e sua trajetória dedicada “à causa da Polônia”. “Toda a Polônia está de luto por esta tragédia”, diz o comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu.
“Sua eleição à Presidência da República em 2005 coroou uma carreira inteira dedicada à causa da Polônia. Com seu desaparecimento, a França perde um amigo”, diz a nota.
Da Itália, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi afirmou que compartilha “com o coração” o luto da Polônia. “Tentei falar com seu irmão (Jarosław), com o primeiro-ministro polonês (Bronislaw Komorowski) para saber informações. Não consegui contactá-los”, justificou Berlusconi, em discurso em Parma.
“A Polônia é um país amigo e eu era pessoalmente amigo do presidente. É um grave luto que bate neste país amigo e deste luto participamos com o coração”, disse.
A Venezuela se somou aos pêsames, e por comunicado do Ministério das Relações Exteriores o presidente Hugo Chávez reiterou “sentimentos de amizade para com o povo e as autoridades da República da Polônia” e “transmite suas mais sinceras condolências”.
O governo da Espanha, que está na presidência rotativa da União Europeia, lamentou a morte de Kaczyński e das outras vítimas, definindo o presidente polonês “como uma das figuras mais importantes da história contemporânea” de seu país.
Em Nova York, o secretário-geral da ONU lamentou o acidente e destacou a “convicção” de Kaczyński ao governar.
“Em nome das Nações Unidas, o secretário-geral expressa suas mais profundas condolências ao povo e ao Governo da Polônia, assim como às famílias dos mortos”, disse o porta-voz de Ban Ki-moon, Martin Nesirky.
Bênção e maldição
No Vaticano, o Papa Bento XVI expressou “profunda dor” com a morte Kaczyński, que era católico. Em telegrama enviado a Komorowski, o Papa expressa condolências e a todos os poloneses.
“Às famílias dos mortos e a todos os poloneses, apresento minhas sinceras condolências, minha proximidade espiritual. Neste difícil momento imploro pelo povo polonês com uma bênção especial de Deus onipotente”, diz a nota.
A Polônia é o país natal do antecessor de Bento XVI no pontificado, João Paulo II (1978-2005).
Dentro do país, o ex-presidente polonês e Prêmio Nobel da Paz Lech Wałesa, afirmou que a Polônia perdeu também a “sua elite” política. Ele chegou a comparar a perda à tragédia de Katyn, há 70 anos – justamente o evento que a comitiva iria lembrar em solenidade na Rússia.
“É um lugar maldito. Em 1940, a elite militar polonesa morreu lá. Agora, morreu a elite da atual república”, concluiu o ex-presidente Aleksander Kwasniewski.
*Com agência de notícias Efe.
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